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‘A MORTE DO SUPERMAN’ E A NOVA ROUPAGEM VIOLENTA DA DC NAS ANIMAÇÕES

Publicado:   agosto 9, 2018   Categoria:Criticas , HQ´s e Livros , OpiniãoEscrito por:Italo Goulart

E se de repente aparecesse um ser misterioso de força igual ou superior ao do Superman? E se esse ser fosse capaz de matar o Superman? É sobre isso a animação, a morte do super-herói mais forte de todos, mas não leia o nome do filme para não pegar spoiler! Co-dirigido por Sam Liu e Jake Castorena e escrito por Peter J. Tomasi, ‘A Morte do Super-Homem’ adapta a conhecida história em quadrinhos para se encaixar no universo animado que começou em 2014 na Liga da Justiça: Guerra . Se liga no trailer:

 

Baseada numa história homônima lançada em 1994, planejada por Mike Carlin , equipe criativa Dan Jurgens, Roger Stern, Louise Simonson, Jerry Ordway e Karl Kesel, segue a mesma premissa da animação lançada dia 25 de julho, a adaptação segue fielmente—mais fiel e melhor que a adaptação de 2007— boa parte da história em quadrinhos, mas com algumas modificações, todas elas pra melhor.

E não só a animação ganha uma nova versão, esse mês começou a ser lançada uma nova versão para os quadrinhos também, separada em 12 partes lançadas semanalmente, com uma nova equipe criativa e um novo angulo dos fatos. Escrita por Louise Simonson e artes de Cat Staggs, Joel Ojeda, Laura Braga e mais alguns talentos. A história da hq vai ser uma especie de introdução à história da animação que falaremos aqui hoje, se passando algumas horas antes da aparição do vilão Apocalipse, durante o confronto e seguindo os eventos pós morte do Super.

Capa da primeira edição da “Morte do Superman”

 

AS PRINCIPAIS MUDANÇAS ANIMAÇÃO x GIBI
Na animação, a aparição do Apocalipse é muito mais sucinta que na hq e faz muito mais sentido até— acho que isso se deve ao fato da indústria de quadrinhos na década de 90 estar passando por uma crise séria, inclusive de roteirista. Apocalipse parece ter sido banido de algum lugar do espaço, e por conta de um portal acaba caindo na Terra. Nas hqs, ele está enterrado em algum lugar próximo a Metrópoles e do nada acorda e decide fazer merda (quem nunca?), nada mais conveniente, não é mesmo?!

Como já disse, teve algumas alterações do material original para a nova adaptação, além das já esperadas e que a DC/Warner vem fazendo há alguns anos, de adequar os personagens com a nova roupagem das hqs e de reestruturar as equipes que estão ativas no momento.

A primeira diferença é a forma como o vilão aparece, vindo de algum lugar, preso numa rocha e com roupa de contenção, visualmente já deixando claro que “aquilo” ali é perigoso. Chegando na terra ele começa a destruição, até por que, quem não ficaria puto depois de ter sido arremessado no espaço do jeito que ele foi?! O Hulk ficou assim quando fizeram isso com ele e que acabou culminando na épica saga ‘Hulk Contra o Mundo”. Então, motivação pra destruir ele tinha.

Depois, a relação de Clark com Louis. Confuso se tomava uma decisão ou não e se expunha para a mulher amada, Clark vive num grande dilema e procura conselho até da Liga da Justiça e de sua ex namorada Diana/Mulher Maravilha. O relacionamento deles, apesar de longa data, parece ser um tanto frágil. Na revista ele parece ter um pouco mais de consistência, ou pelo menos nesse sentido, o Super está bem mais seguro de si.

A diferença mais chocante é o nível de violência da animação. Muito sangue, muitas mortes, o Apocalipse realmente apresenta um perigo real, não só para a população quanto para os heróis. No gibi, a única coisa que falta é a quantidade de sangue, pois a violência está bem presente, inclusive, com a morte do herói Besouro Azul.

A morte do Besouro Azul na versão original

Como não falar de Apocalipse e Superman e não lembrar do fatídico BvS?

Em “A morte do Superman”, como já dito, o Apocalipse toca o terror, mata geral e deixa rastros de destruição por onde passa. Nós entendemos que ele é realmente o caos encarnado e que ele leva confusão para todos os lugares. No filme, o Apocalipse não tá lá tão animadão assim, briga com os heróis ali no mesmo lugar, não parece ter essa sede de sangue toda, parece que ele nem conseguiria matar o Superman, se não fosse com a ajudinha do Batman.

Pelo menos uma coisa se manteve nas duas histórias, a importância do Superman para Metrópolis e para o mundo e a consequência de sua perda.

CONCLUSÃO

Mais uma vez a DC/Warner dando aula de como fazer uma animação—enquanto aprende a como fazer um filme — sombria, sanguinolenta e ainda assim divertida e prazerosa. Enquanto os filmes parecem estar se infantilizando, as animações estão ficando cada vez mais adultas. Essa nova tendencia das animações da DC, mais violenta, com muito sangue, mortes aos montes, enfim, um conteúdo realmente mais adulto já pôde ser vista na primeira animação do ano, ‘Esquadrão Suicida: Acerto de Contas’, que conta inclusive com um casal homossexual, nudez e coisas afins.

E não esqueçam de ver a cena pós crédito da animação,  já fazendo a introdução para o que tem a seguir,  “Reign of the Supermen”, já com trailer disponibilizado.

 

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