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Crítica #2 – IT: A Coisa (2017)

Publicado:   setembro 10, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Bruno Castro

Se aproveitando do fator icônico de ‘IT: Uma Obra-Prima do Medo’, mais conhecido como “Pennywise de Tim Curry”, a nova versão do clássico dos anos 90 finalmente encontra seu espaço no cinema dos reboots, remakes, ou seja lá que nomenclaturas já tenham sido inventadas até o momento para essa época de reciclagem no cinema hollywoodiano.

Baseado no clássico de Stephen King, o IT de Andy Muschietti se dispersa não somente por horror, mas, também, por aventura, romance e drama. Enquanto os dois últimos cumprem bem a tarefa de preencher as lacunas da minissérie e compor um plano de fundo mais verossímil que o antecessor às personagens, os dois primeiros são responsáveis por efetivamente reconstruírem a essência do longa, que se aproxima de forma suave ao que Stranger Things explorou há pouco tempo em sua primeira temporada: uma jornada com protagonistas mirins em formato old school.

A Direção de Muschietti surpreende pela leveza com que ele conduz a mise-en-scène. O Diretor não apela a truques baratos como ambientes propositalmente escurecidos, e conta com um bom trabalho de roteiro de Cary Fukunaga, elenco e iluminação a seu dispor, os utilizando de forma magistral para explorar, inescrupulosamente, o lado sádico e talentoso de Bill Skarsgård.

O núcleo das crianças é divertido e repleto de boas atuações. Temos aqui um Finn Wolfhard (ou Mike de ‘Stranger Things’) extrovertido, engraçado e, talvez, superexplorado, um Eddie (Jack Dylan Grazer) ansioso e cômico, e uma Beverly (Sophia Lillis) muito mais convincente, por ser, também, uma personagem feminina mais valorizada que a de 90. Jeremy Ray Taylor e Jaeden Lieberher também apresentam boas atuações, mas os já citados conquistam mais destaque em tela. Já o Pennywise de Skarsgård talvez seja o que mais surpreenda o público, pois consegue a proeza de superar o de Curry. Aqui, temos um vilão muito mais assustador que o antigo, com maquiagem acentuada e cenários que valorizam sua interpretação. No clássico, tudo é ‘claro demais’, não há uma ambientação muito bem definida. Já no atual, é possível observar o sombrio se tornar cada vez mais sombrio e, no fim, dar lugar ao luminoso – um fade-in e um fade-out bem definidos.

‘IT – A Coisa’ consegue resgatar a nostalgia da minissérie dos anos 90, compondo o plano de fundo que faltava às personagens da TV com o mérito de ser mais dramático, divertido, extravagante e, em alguns momentos, sufocante, sob uma Direção bem orquestrada e um visual estimável.

NOTA: A- 🙂

 

– LEIA, também, OUTRA CRÍTICA de IT! (CLIQUE AQUI) – 

 

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