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Crítica| Castlevania

Publicado:   julho 13, 2017   Categoria:Anime/Desenho Animado , Criticas , OpiniãoEscrito por:Italo Goulart

É fato que o personagem criado por Bram Stoker nunca sai do imaginário das pessoas e até hoje, mesmo depois de uma década desde sua criação, Drácula não sai de moda e ainda rende muitas produções, em várias mídias, que são peças de apresso para todos os públicos. Com Castlevania não é diferente.

Desde que a nossa querida Netflix anunciou a produção de uma série baseada na já consagrada franquia de jogos Castlevania, os ânimos e as expectativas ficaram dividas, já que nem sempre acertam em suas produções originais.

As primeiras imagens já mostravam que eles iam investir em nostalgia, com referências diretas aos antigos jogos, mas mesmo assim o clima de incerteza permanecia e muita gente ainda permanecia com os pés atrás.

Felizmente, apesar dos pouquíssimos episódios (4 episódios nessa primeira temporada), temos uma obra que faz jus á grandiosidade de toda a rica mitologia que existia nos primeiros jogos da franquia. No anime, a história segue os eventos do terceiro jogo lançado para Nintendinho(NES) em 1989 com o titulo Castlevania III: Dracula’s Curse.

Tudo começa quando a igreja comete um ato falho contra o recluso, mas poderoso Drácula, que acaba jurando vingança contra todos os humanos de Wallachia, e decide convocar seu exercito de demônios para causar o caos e a destruição contra uma população indefesa, que só tem a igreja corrupta como único protetor.

Trevor Belmont, o ultimo integrante de uma família de caçadores de vampiros agora é só um bêbado jogado nas tavernas de um país que renegou totalmente a história de seus ancestrais (e que foram excomungados pela Igreja Católica por se envolverem com magia negra), vivendo uma vida sem muita ambição e como um fugitivo por carregar a história de sua família nas costas, não tem muitos planos para o futuro, a não ser chegar até o próximo bar.

As coisas mudam um pouco quando ele encontra um grupo de Oradores, um grupo de sábios que fazem todo esforço necessário para proteção de toda a população e que carregam conhecimentos antigos que podem ser a salvação de todos, mas que fatalmente acabam sendo considerados como culpados de todos os infortúnios que caem sobre as cidades, mais uma vez obra da igreja para desviar os olhares sobre  a própria culpa. Quando o caminho de Trevor cruza com dos Oradores, as coisas saem um pouco dos eixos para os dois e eles “se juntam” contra um mal em comum, a igreja e o exército demoníaco de Drácula.

Um dos únicos problemas da produção talvez seja pela história ser um pouco focada mais para os fãs ou quem já tem um conhecimento dos acontecimentos dos jogos, e não há tanta preocupação em explicar todos os pormenores da história, talvez os mais desavisados se sintam um pouco perdido, mas em nada isso afeta a qualidade da produção.

A animação, que ficou por conta da Frederator Studios (a mesma de outra série original da Netflix, The Seven Deadly Sins) e Powerhouse Animation Studios (OK K.O.! Let’s Be Heroes) , claramente influenciados pelo estilo de desenho feito em Castlevania: Symphony of the Night, o anime também pega bastante influencia de grandes obras de produções japonesas como Berserk e Cowboy Bebop, com uma temática mais adulta e conteúdos restritivos para os mais novos. A animação tem qualidades das melhores do gênero, e isso fica claro principalmente nas cenas rápidas e constantes de luta, o cenário é belo e sombrio como a trama pede. Com direito a muito sangue, decapitações, desmembramentos e tudo que um desenho para adultos tem direito, fica bem claro qual o publico querem atingir e isso sugere uma maior liberdade no que é mostrado.

Fora a história central, o enredo também foca nos efeitos que o governo liderado pela Igreja tem na sociedade e como tudo era liberado se fosse “em nome de Deus”. A contradição entre o que eles consideravam como “bem e mal” fica bem evidente, mesmo numa temporada tão curta, e retrata bem o estilo grotesco e maléfico durante a Idade das Trevas.

Após os quatro episódios aquela sensação de “quero mais” aparece e uma leve tristeza de pensar que só poderemos ver os acontecimentos dos nossos mais novos e queridos heróis no ano que vem na já confirmada segunda temporada que terá oito episódios dessa vez.

Castlevania está disponivel no sistema de stream Netflix desde o dia 07 de julho.

NOTA: A+ 

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