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Crítica 2#| Mulher Maravilha

Publicado:   junho 1, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Italo Goulart

Finalmente um dos filmes mais esperados do ano, seja para puro entretenimento ou na categoria de heróis, estreou e é fato que vai dar muito que falar.

Não é preciso dizer sobre os filmes anteriores do Universo Cinematográfico da DC, pois até hoje eles ainda estão vivos nas linhas de discussões em todos os cantos. Porém é válido lembrar que Batman vs Superman: A Origem da Justiça(2016) tem sua importância para a concretização do que o filme da Mulher Maravilha fez —e vai fazer—a partir desse ponto que estamos nesse Universo, que finalmente parece estar saindo dos aparelhos e pode começar a respirar por conta própria.

A Mulher Maravilha desponta nesse filme solo, assim como ela apareceu no já citado BvS, como uma grata surpresa que acaba dando muito certo e vem com a promessa de colocar as coisas no lugar. Bem, é isso que esse filme faz, com maestria e com grande competência.

A personagem que por mais que já passe dos 70 anos de criação, nunca teve uma visibilidade tão grande, apesar, também, de fazer parte da “Trindade da DC”, comparada aos seus companheiros dessa trinca, ela é a que menos aparece, e de longe, a que menos ganhou produções nesses anos que se passaram. Mas como a tendência de tudo é melhorar, ela chega com o melhor filme de herói dos últimos anos, e com folga.

Vamos ao filme, a trama é simplista e nos conduz de forma suave durante toda a infância até a fase adulta de Diana(Gal Gadot). Mostra que ela sempre foi uma mulher guerreira, ávida por batalhas, independente e muito segura do que queria. Mas as coisas começam a não ser tão simples na vida de Diana, quando ela além de descobrir algo mais em si mesma, na ilha-paraíso Themyscira, lar das orgulhas guerreiras Amazonas, cai um estranho objeto (avião) conduzido por um estranho ser(homem) chamado Steve Trevor(Chris Pine).

Diferente do que já se pode imaginar a partir dessa sinopse, não temos um romance forçado, onde a gente tem certeza que os dois vão ficar juntos. As coisas não fogem do controle na direção e roteiro (sim, estou falando de BvS de novo), e o relacionamento dos dois vai progredindo numa leveza fraternal, e sem muito compromisso, até certo ponto, claro!

E por falar em leveza, todo o filme é consistente e não força em nenhum momento, a motivação da personagem do inicio ao fim é bem explicado e mantido, a história se mantem de fácil digestão em todo tempo, mesmo quem não conhece a história da princesa da DC, não irá se sentir perdido em nenhum instante.

O filme arrisca e acerta bastante nas partes cômicas. As piadas são muito bem estruturadas e nunca estão fora de contexto.

Os únicos pontos fracos de todo o filme são as cenas de ação, mas isso é totalmente aceitável, ainda mais se tratando de personagens tão “overpower” quanto Mulher Maravilha. Superman também teve os mesmo problemas em O Homem de Aço(2013).

Para quem tinha dúvidas da competência da Gal Gadot, se preparem, irão sair apaixonados por tudo que verão. Chris Pine entrega um Steve Trevor muito digno, caricato em alguns momentos, e apesar de já ter certo peso da indústria, em nenhum momento ele tem intenção ou chega perto de roubar a cena da Gadot. David Thewlis é um dos vilões mais memoráveis dessa nova leva de filmes de heróis, o personagem dele e ele estão magníficos e são a referencia  máxima das histórias em quadrinhos no filme.

David Thewlis

Patty Jenkins chega chegando, entregando um dos melhores filmes do gênero e para um dos públicos mais chatos e difíceis de agradar do cinema.

Mulher Maravilha vem para ser o novo pilar de sustentação para a DC nos cinemas e traz coisa nova e agradável para um gênero que já está se degastando.

NOTA: A-

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