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Crítica – Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar

Publicado:   maio 27, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Bruno Castro

Depois de um intervalo de 6 anos desde o conturbado Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, a franquia de Johnny Depp finalmente está de volta aos cinemas.

Se baseando em um brinquedo do parque da Disney, Piratas do Caribe inicia sua jornada a partir de 2003, com A Maldição do Pérola Negra, filme que marcou época ao nos apresentar um universo riquíssimo em conteúdo a ser explorado e potencial cômico, graças à grande figura interpretada por Depp – que, inclusive, lhe rendeu uma indicação ao Oscar. Porém, após O Fim do Mundo, o terceiro da franquia, a série não soube se portar sobre Águas Misteriosas, sendo, até o inesperado anúncio do novo longa, considerado o porto final dos piratas da Disney.

Com direção de Joachim Ronning e Espen Sandberg, o longa se interpõe sobre vingança e amor entre pais e filhos. De um lado, temos Henry Turner (Brenton Thwaites) em sua jornada para salvar seu pai de uma maldição, de outro, temos a perspicaz Carina (Kaya Scodelario) na tentativa de encontrar seu verdadeiro pai e resolver um mistério – não necessariamente nesta ordem. Uma outra vertente narrativa se dispersa sobre um acerto de contas envolvendo um vicioso Sparrow e Salazar (Javier Bardem), esmagado pelo descuidado roteiro de Jeff Nathanson, assim como grande parte do longa.

Há uma grande dificuldade em se identificar e torcer pelos personagens. A construção de romance é pobre, irrelevante, apenas pretendendo seguir os moldes do casal Will e Elizabeth Turner, que deu certo nos primeiros filmes, mas sua execução em A Vingança de Salazar é débil, inexpressiva. Temos um Jack de performance exagerada – muito além do ideal que vimos no início da franquia –, muito disso como consequência de cenas que se excedem ao contexto fictício proposto. Não se enganem! Até mesmo o mais louco universo cinematográfico deve delimitar o seu feixe criativo, e o que vemos no roteiro de Nathanson é um compilado de eventos que não importam à sua conclusão, que nos fazem esquecer até mesmo a motivação de certos personagens.

As cenas de batalha são ordinárias e sem substância. Imagem, movimento e som se desentrelaçam em meio à ação. O resultado são cenas em que em um momento estamos envoltos por agitação e em outros o silêncio é tão forçado que descaradamente perceptível se torna a mudança de set.

Nesse emaranhado de lembranças ruins, quem se sobressai é a equipe de Arte. Os cenários são ricos, a Maquiagem e os Efeitos Visuais, embora não sigam a mesma qualidade de A Maldição do Pérola Negra e O Baú da Morte, ambos com indicações ao Oscar em seus currículos, conseguem produzir uma boa experiência visual ao espectador.

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar desgasta ainda mais uma franquia que já se encontra em derrocada. É trivial e criativamente infrutífero.

NOTA: D+ 🙁

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar já se encontra em exibição em todo o território nacional.

*HÁ CENA PÓS-CRÉDITOS

Confira o trailer:

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