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Crítica – Rei Arthur: A Lenda da Espada

Publicado:   maio 17, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Bruno Castro

Com Direção de Guy Ritchie (Sherlock Holmes, 2009), estreia dia 17 deste mês o longa sobre o já consagrado Rei Arthur.

Com uma repaginada e a sob a mira de um protagonista sarcástico, a produção de dispersa sobre Suspense, Aventura, Ação, pequenos traços de Drama e uma exagerada, mas funcional, Comédia.

A construção desta última é a mais explorada.

É excessivamente utilizado o formato de cena pautado em um personagem que passa a contar um contexto futuro entrelaçando-o, aos poucos, ao presente.

Então, temos um roteiro divertido, mas de estrutura repetitiva.

Não que essa abordagem seja unicamente tediosa, porém, a quantidade de vezes em que ela é executada em tela evidencia uma certa preguiça ou falta de criatividade e disposição em tornar o enredo dinâmico e de tom diversificado.

Inevitavelmente, a superficialidade acaba sendo posta em jogo em favorecimento da comicidade.

A narrativa é, na maior parte do tempo, fluida, por não​ ser tão densa, mas contrasta, em certos momentos, com linhas de diálogo velozes e repletas de falas descartáveis, que acabam sendo pertinentes dado o ar descontraído que acompanha o enredo.

As cenas de ação são muito bem captadas e coreografadas.

Com exceção de algumas, que apresentam pequenos erros de continuação, grande parte destas cenas – em especial, as que se tratam de batalhas – apresentam resultado satisfatório e uso moderado do 3D. Temos, aqui, um trabalho de cinematografia bastante parecido com o que encontramos em 300.

A jornada do herói segue a tendência.

Temos um herói, um vilão, um objeto mágico e a construção de três atos bem esclarecida aqui. Destaque para o visual do vilão e para a cena da batalha final, bem lúdica, se assemelhando a skirmishes (duelos) de videogame.

O Design de Produção de Gemma Jackson cumpre o seu papel.

Quando se trata de fantasia, imenso se torna o papel do Designer de Produção em longas. E em Rei Arthur não foi diferente. Temos um Universo vasto, com temáticas que, mesmo que sejam inspiradas na Era Medieval, são peculiares e, por explorarem locais onde a realidade dos campos e das imensas construções de rocha, exigem um trabalho que se encaixe sobre o plano de fundo do enredo. Gemma Jackson, em conjunto com toda a equipe responsável pela apresentação visual de Rei Arthur, é bem sucedida em sua abordagem e nos apresenta um panorama compatível à trama.

Rei Arthur segue o modelo padrão de jornada do herói, tropeça quanto à exacerbada repetição de artifício de roteiro, mas é divertido e visualmente admirável.

Rei Arthur estreia dia 17 de Maio nos cinemas de todo o território nacional.

NOTA:  C+ 🙂

Confira o trailer:

Interessado em assistir Rei Arthur: A Lenda da Espada?

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