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Crítica – Paixão Obsessiva

Publicado:   Abril 20, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Bruno Castro

Denise Di Novi, produtora de filmes como Golpe Duplo e Edward Mãos de Tesoura, parece ter se apegado tanto ao seu novo longa, que, assim que a Diretora Amma Asante decidiu largar o projeto por Kerry Washington recusar o papel de protagonista, decidiu ela mesma preencher essa lacuna e, com a ajuda dos roteiristas David Johnson e Christina Hodson, tocar o projeto.

Katherine Heigl.

Paixão Obsessiva talvez pretendesse seguir o molde de Atração Fatal (Adrian Lyne, 1987), mas, por conta de vícios e falta de condução, falha miseravelmente a ponto de se assemelhar a uma novela mexicana de baixíssima qualidade. A falta de verossimilhança dos personagens contribui muito para isso, mas não como consequência de uma premissa limitante, e sim por insistir em frenar o desenvolvimento deles, provocando previsibilidade, monotonia e excluindo o fator surpresa que o gênero suspense exige.

Rosario Dawson e Katherine Heigl.

A premissa dispersa-se sobre o fato de Tessa (Katherine Heigl), ex-mulher de David Connover (Geoff Stults), não se conformar com o fim do relacionamento. Quando David começa a viver com Julia Banks (Rosario Dawson), uma mulher em fase de superação de traumas de relacionamentos anteriores, a situação só piora, e Tessa pretende fazer de tudo para dar um fim ao casal.

Geoff Stults e Isabella Kai Rice.

O Elenco, instável, com exceção de Dawson, nos apresenta personagens caricatos sob linhas de diálogo burlescas. A linha temporal segue a lógica presente-passado-presente, sendo a primeira temporalidade sugestiva e, ao mesmo tempo, intrigante, mas que simplesmente é descartada em meio à construção previsível do enredo – um grande desperdício de material. É enganosa ao espectador, mas a grande surpresa parece ter sido guardada no bolso dos próprios roteiristas para futuros trabalhos.

Rosario Dawson e Katherine Heigl.

A Cinematografia de Caleb Deschanel não é nada ousada, mas acompanha muito bem a movimentação das cenas mais ágeis. Embora muitas delas sejam cafonas, não há confusão na forma com que são representadas. Já a trilha sonora segue um punhado de músicas pop de fator irrelevante e desconexo à trama, também com um ar novelesco durante a transição de cenas.

Katherine Heigl e Geoff Stults.

Paixão Obsessiva é pobre em narrativa e apático no desenvolvimento de personagens. Enquanto drama, é frio e incongruente, enquanto suspense, previsível e desordenado.

Nota: D+ 🙁

Paixão Obsessiva estreia hoje, 20 de Abril, nos cinemas de todo o território nacional.

Confira o trailer:

E você? O que espera de Paixão Obsessiva?

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