Papo Torto
Pular

Critica – T2 Trainspotting | Boyle não decepciona e temos mais um excelente filme nesse inicio de ano

Publicado:   março 23, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Italo Goulart

Continuação do cultuado filme de 1996, T2 Trainspotting consegue ser nostálgico e novo ao mesmo tempo, por conta de todos os personagens e personas envolvidas nessa nova obra de Danny Boyle.

Estamos num tempo que estamos inundados de reboots, remakes e continuações desnecessárias, Boyle nos colocou em um estado de alerta ao afirmar que ia fazer essa sequencia, ainda mais ele, um diretor que nunca trabalhou com sequencias e em um filme que aparentemente estava tudo fechado e encerrado, mas que deixou no nosso imaginário a curiosidade do que teria acontecido com aqueles jovens inconsequentes, e é nisso que Boyle foca e não decepciona.

trans

Após a morte de sua mãe, Renton (Ewan McGregor) retorna a Edimburgo e isso faz com que ele reencontre seus velhos companheiros Sick Boy (Jonny Lee Miller) e Spud (Ewen Bremner). Reton não conseguiu a vida que queria, mesmo depois de roubar o dinheiro de seus amigos no final do primeiro filme, hoje ele é divorciado e vive as consequências das más escolhas que fez quando era jovem, destino que todos os seus amigos compartilham. Sick Boy ainda acha que pode alcançar a grandeza, mas agora é dono de um pub falido junto com sua namorada Veronyka (Anjela Nedyalkova), ainda viciado em heroína, Spud parece ter estacionado no tempo, mora no mesmo lugar, sem ambições ou expectativas. Begbie (Robert Carlyle) está preso, mas consegue fugir no decorrer do filme. No fim a vida continua a mesma, só eles que envelheceram, o ar nostálgico de Renton é divido com o clima de culpa e rancor de algum dos seus amigos.

t2-trainspotting-slice-600x200

Boyle consegue resgatar com primor a mesma atmosfera que criou no seu primeiro filme, e ainda assim, adicionar coisas novas sem perder o ritmo saudosista e o ambiente que tornaram o primeiro filme um sucesso. Em momentos pontuais somos agraciados com alguns fanservices, incluindo a participação de Diane (Kelly Macdonald), músicas e flashbacks tornando o filme mais familiar aos fãs.

Os temas principais de Trainspotting (1996), escolhas, a vida, o tempo, consequências, estão de volta de forma mais crua, dura e direta. Os cortes e a câmera inquieta de Boyle também marcam presença em T2, como a sua já conhecida assinatura visual.

A montagem e a edição final do filme chamam muito a atenção, mérito do excelente Jon Harris, que já trabalhou com Boyle em 127 horas (2010) e na série Babylon (2014). Com cortes precisos, a edição de Harris valoriza o roteiro de John Hodge, que também foi responsável pelo roteiro do primeiro filme, e também dá mais credibilidade e fluidez á direção de Boyle.

Com um elenco e uma equipe, agora melhor e mais experiente, Boyle nos entrega mais um excelente filme, não tão grandioso como seu sucessor, mas igualmente digno.

T2 Trainspotting estreia dia 23 de março

NOTA: A+

Visualizacões:   48   Comentários:   0   Curtidas: 0
Comentar (pelo Facebook)

Deixe uma resposta

A password will be emailed to you.