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#GOGO POWER RANGERS – A Era da Nostalgia ataca novamente!

Publicado:   março 23, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Bruno Castro

Em um intervalo de mais de 20 anos, os Rangers se tornaram parte de seriados de TV, desenhos, games e filmes em suas mais variadas formas, sendo seu longa mais conhecido o Power Rangers – O Filme, de 1995, transmitido por milhares de vezes na velha Sessão da Tarde. E, depois de todo esse tempo de sucesso, era de se esperar que a franquia um dia marcasse presença na Era da Nostalgia do cinema.

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Com Direção de Dean Israelite, o Power Rangers da década foi ferrenhamente negociado com Haim Saban, criador dos personagens da série. Saban não queria que muita coisa fosse modificada em seu processo de tradução para a linguagem cinematográfica. Ele queria um filme para os fãs dos Rangers, com a fórmula dos seriados e os nervos das mais de 600 páginas de documentos que o próprio coletou para que o roteiro da obra cinematográfica se inspirasse ao máximo no material antigo.

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Bryan Cranston, dublador do Zordon dos seriados, também está de volta!

O roteiro de John Gatins, de Gigantes de Aço e do recente e conturbado Kong: A Ilha da Caveira, parece ter conseguido aproveitar muito do efeito nostálgico na trama, porém, temos personagens mais profundos aqui. Temos um plano de fundo dramático por trás de cada um dos Rangers, capaz de alimentar a história com temas como bullying, orientação sexual – essa aqui repassa uma mensagem mais direcionada à família do público-alvo – e outros assuntos majoritariamente relacionados à adolescência. Isso também é utilizado como criação de afeto e vínculo entre eles, reforçando, a cada minuto, o trabalho em equipe, o companheirismo e, por que não, também, os conflitos comuns atrelados a essas relações sociais?

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RJ Cyler rouba a cena.

Ainda que o enredo se caminhe para algo mais dramático, grande parte do que lhe torna prazeroso é o ar de descontração que é carregada em torno dele. É um filme de super-heróis que não quer ser sombrio, sendo mais parecido com o que a Marvel tem feito, mas de forma um pouco mais escrachada. RJ Cyler, que interpreta Billy, o Ranger Azul, é quem mais ajuda nisso. Ele tem nas mãos um personagem que sofre de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), tem problemas para se comunicar, expressar suas emoções e compreender sarcasmo.

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Elizabeth Banks interpreta uma Rita Repulsa tão caricata quanto um vilão dos Power Rangers deve ser.

As cenas de ação não são muitas quando comparadas à duração total do filme. O foco na origem dos personagens foi o mais valorizado aqui, ou utilizado como estratégia para baratear a produção (você, caro leitor, escolha o que achar mais coerente). Há um incômodo em relação à mise-en-scène. Em quase todos esses momentos, o senso de continuidade parece se perder, e tudo acaba se tornando muito confuso aos olhos do espectador. Nas cenas finais, felizmente, isso parece melhorar um pouco. Isso indica uma grande falha na Montagem de Martin Bernfeld e Dody Dorn ou na Cinematografia de Matthew J. Lloyd – que gosta de utilizar muita angulação de 30 graus (imagens tortas) e câmeras mais soltas e distantes, para imprimir mais ‘descontrole’ durante a ação, assim como no seriado.

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Muitos efeitos visuais e especiais, mas poucas cenas de ação. O plástico permanece presente nos trajes, assim como acontecia no seriado.

Power Rangers decepciona na mise-em-scène, mas resgata muita nostalgia dos seriados e pode ser muito divertido para o público-alvo.

Nota: C+ 🙂

Power Rangers estreia hoje, dia 23 de Março, nos cinemas de todo o território nacional.

Confira o trailer:

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