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Kong: A Ilha da Caveira – Visualmente incrível, e só.

Publicado:   março 9, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Bruno Castro

Kong: A Ilha da Caveira tem o objetivo de recriar a origem do gigante e já conhecido Kong. O enredo, bem genérico, acompanha um time de exploradores e soldados que viajam com a missão de conhecer uma ilha desconhecida, no Pacífico – a Ilha da Caveira. Eles, alguns já experientes em explorar ‘novos mundos’, só não contavam com as surpresas que a ilha esconderia, e acabam tendo de sobreviver sob o domínio de monstros gigantes, dos mais diversos tipos, incluindo o lendário Kong.

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O longa do Diretor Jordan Vogt-Roberts foi concebido para ser um filme de criaturas, ou seja, nos mostrar, acima de tudo, a grandeza desses seres, e de certo modo ele é bem-sucedido nesta abordagem. O componente visual geralmente tem grande presença na constituição de uma obra deste tipo, e em KONG: A Ilha da Caveira isto, com certeza, foi posto à prova. Contamos com uma belíssima cinematografia de Larry Fong, que, em conjunto com a Equipe de Efeitos Visuais e Especiais, nos traz uma das grandes potências do longa. Ela utiliza muitas lentes, em alguns momentos para provocar aquele efeito ‘vintage’, em outros, para imprimir mais peculiaridade à ambientação da ilha e ao caos que ela exprime.

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Com a evolução do roteiro de Dan Gilroy, Max Borenstein, Derek Connolly e John Gatins, a narrativa vai se perdendo em sua própria fragilidade de premissa. Os personagens, interpretados por grandes atores, como Tom Hiddleston, o grande Loki do Universo Marvel, e Brie Larson, nossa admirável ‘Ma’ do incrível O Quarto de Jack (Lenny Abrahamson, 2015), se perdem sob um roteiro que não lhes dá espaço para entender seu campo e justificar suas motivações. E, mesmo que o foco não seja esse, a narrativa trabalha mal em cima disso e não parece tentar torná-lo atrativo, com várias piadas fora de tom, e o resultado do conjunto é insatisfatório. O grande problema é que essa lacuna também compromete diretamente a conexão entre público e personagens, a tornando impraticável, o que pode soar como um grande descuido à maior parte da plateia. Samuel L. Jackson é o que melhor consegue lidar com essa falta de tato assimilatório, mas ainda não é o suficiente.

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Kong: A Ilha da Caveira se apoia tanto no visual que parece se esquecer das várias outras ferramentas que o cinema dispõe. Conta com um erro de datação e contexto em sua cena final, e tropeça na construção da interação entre seus personagens.

Kong: A Ilha da Caveira estreia hoje, dia 9 de Março, nos cinemas de todo o território nacional.

Nota: C- 🙁

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Confira o trailer!

E você? O que espera de Kong: A Ilha da Caveira?

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Visualizacões:   112   Comentários:   2   Curtidas: 0

2 Comentários

Jorge Loiola
9 de março de 2017
imaginei q fosse so isso msm
9 de março de 2017
Pois é, Jorge, infelizmente é...
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