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Até o Último Homem – Um filme de guerra eloquente com imagens chocantes e um romance à moda antiga.

Publicado:   fevereiro 14, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Bruno Castro

Hacksaw Ridge – Em plena Segunda Guerra Mundial, Desmond T. Doss, um médico do exército norte-americano que serviu durante a Batalha de Okinawa, se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, tornando-se assim o primeiro Opositor Consciente na história da América do Norte a receber a Medalha de Honra do Congresso sem disparar sequer um tiro.

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Mel Gibson, o Diretor.

Depois de dez anos fora da tela na posição de Diretor, Mel Gibson, agora com 61 anos, nos traz Hacksaw Ridge (Até o Último Homem), um filme de guerra eloquente, acompanhado de um drama integro e um romance à moda antiga. Gibson parece ter controle de todas as partes do filme, emergindo o espectador cada vez mais no roteiro de Robert Schenkkan e Andrew Knight. Roteiro este que dispersa muito bem visualmente e desperta os mais diversos tipos de emoção.

Nico Cortez como Wal Kirzinski em Até o Último Homem
Nico Cortez como Wal Kirzinski em Até o Último Homem.

Em Até o Último Homem temos o calor da guerra, ampliado pelo olhar da cinematografia de Simmon Duggan e a edição de John Gilbert. Temos o drama de uma família, a religiosidade e o pesar de um pai atormentado por seu passado como servidor da pátria. Há também fraternidade, lealdade e suavidade. Esta última é trabalhada pela comicidade de Vince Vaughn (Sargento Howell) e pelo romance, estrelado pela graciosa Teresa Palmer, como Dorothy Schutte, e pelo talentoso Andrew Garfield, na pele do determinado médico Desmond T. Doss, ambos em perfeita sintonia. Garfield nos apresenta um personagem ao mesmo tempo frágil e corajoso, preparado para reagir de forma sagaz nos momentos mais difíceis de sua vida. Há também a presença de Rachel Griffiths e Hugo Weaving, interpretando os pais de Desmond.

Teresa e Andrew
Palmer e Garfield estão em perfeita sintonia.

A primeira parte da película, com a qualidade de exposição, se revela na construção da personalidade de Desmond e de seu palco familiar, e na inserção do espectador à ambientação da época. Detalhes sutis, como uma repentina explosão de agressividade seguida de um forte apelo à religiosidade, são observados aqui com o intuito de justificar ações do personagem conforme o roteiro evolui. Há também o florescimento de um romance e o amadurecimento do instinto nacionalista dos personagens, se encaminhando da calmaria para o cenário de guerra.

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O resultado da cinematografia de Simmon Duggan e da edição de John Gilbert.

Carregando uma brutalidade incomum até mesmo para os filmes do gênero, o longa traz a mais crua realidade do campo de batalha da Segunda Guerra Mundial. Imagens chocantes, mas inescrupulosamente reais, roubam a cena, mostrando o que pode ser considerado o palco principal do filme. Com o tempo, não é incomum começar se indagar sobre até que ponto aquilo é ou não ficção. Pensar que aquilo realmente aconteceu traz ininterruptos arrepios e um desconforto que somente o melhor do cinema pode proporcionar. O ponto de tensão que se segue consegue ser ainda mais intenso que o anterior, onde o categórico e vigoroso ato de fé entra em cena, sem parecer austero e impositivo, nem fora de tom, apenas com o objetivo de apresentar o diálogo mais forte do filme com o espectador: uma mensagem sobre fé, lealdade e o valor da persistência em sua forma mais humana. A trilha sonora acompanha clinicamente esta parte da trama, transmitindo muito impacto da abertura ao desfecho da obra.

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Desmond T. Doss (Andrew Garfield) no campo da Batalha de Okinawa.

Até o Último Homem já se encontra em exibição nos cinemas de todo o território nacional.

Nota: A+ 😀

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Confira o trailer!

E você? Já assistiu Até o Último Homem?

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Visualizacões:   63   Comentários:   2   Curtidas: 0

2 Comentários

15 de fevereiro de 2017
As artes desse filme estão belíssimas!!! Quero mto assistir!
15 de fevereiro de 2017
Estão mesmo, mano! A penúltima imagem já virou papel de parede aqui! haha
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