Papo Torto
Pular

Superior ao primeiro da franquia, John Wick 2 emplaca o que pode ser o MELHOR filme de ação de 2017

Publicado:   fevereiro 10, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Bruno Castro

John Wick: Um Novo Dia Para Matar – Todos sabemos que o mercado de filmes de ação não tem sido tão produtivo quanto já fora um dia em matéria de criatividade. Atualmente, em um meio contaminado por tramas formulaicas, e que mesmo assim trazem lucros exorbitantes às produtoras, tem sido muito difícil se deparar com uma franquia que realmente apresente uma proposta criativa, ousada e que fuja do padrão que se instalou no gênero.

John Wick (Keanu Reeves) em seu Mustang 1969.

Do diretor Chad Stahelski, John Wick 2 pode não ser “o grande salvador” do gênero, mas ao menos traz algo diferente, algo perspicazmente tangível ao espectador. E, embora a descrição anterior pareça se dirigir a algo complexo, o longa se insere num contexto justamente contrário a isso. O roteirista Derek Kolstad se baseia na simplicidade. O roteiro e a motivação do personagem Wick não se apoiam em um mar sem fim de informações e diálogos rebuscados. John é um cara sério, com um passado sombrio que volta a assombrá-lo após a morte de sua esposa e do assassinato de seu cachorro. E só isso basta para que entendamos sua forma de agir e de lidar com seus problemas.

john
Keanu Reeves está muito bem como protagonista.

Os vilões também não precisam de muita coisa para funcionarem. Se apoiam num famigerado acerto de contas, numa necessidade de adquirir ainda mais poder, ou até mesmo num juramento e no respeito a certas regras. E, intermediando estas qualidades do universo da trama, temos um exemplo muito cômico envolvendo um local destinado a ser uma espécie de “campo neutro” para todos esses impasses descritos.

common-e-keanu
Reeves e Common.

A forma e o ritmo com que os diálogos, embora curtos, se desenvolvem também é peculiar. Há uma semelhança com o formato utilizado em HQs, onde, inesperadamente, para se dar mais ênfase a uma ameaça ou a algo que será utilizado adiante, uma frase de impacto aparece ao lado de seu emissor, em fontes de tamanhos e cores diferentes (não é à toa que até foi anunciada a produção de uma HQ baseada nos filmes da franquia ainda este ano! – e há rumores sobre uma série de TV prequel). Em meio a isso, temos diálogos em russo, italiano, libras (esses são os melhores, rs) e, é claro, inglês.

john-wick-gif
“Como é bom ver você novamente tão cedo”

É importante saber que nada do que foi tratado até o momento daria certo sem a escolha de um elenco competente. A empatia com os vilões e com John Wick é criada a partir do trabalho dos atores, que aqui mantém o mesmo nível do filme anterior. Contamos com a presença de um “classudo” Ian McShane, uma sedenta Ruby Rose, um leal Common, uma passageira, porém marcante, Claudia Gerini e um Lance Reddick ainda mais cômico que no primeiro filme. O único que em alguns momentos aparenta se desequilibrar com seu papel é Riccardo Scamarcio e seu Santino D’Antonio, mas nada que incomode tanto a ponto de se perder a credibilidade de seu personagem. Já Keanu Reeves… Keanu Reeves está ESPETACULAR! Todo o contexto gira em torno da forte figura de seu personagem, e Reeves consegue expressar essa firmeza em todos os momentos do enredo. Menção honrosa também para a breve participação de Laurence Fishburne.

elenco
Ian McShane e Keanu Reeves.

A cinematografia de Dan Laustsen está impecável, assim como o Design de Produção de Kevin Kavanaugh. A captação de movimento nas cenas de ação é clinicamente disposta. Há muita alternância em deslize entre plongée (de cima para baixo) e contra-plongée (de baixo para cima), sempre nos lembrando da dimensão e grandeza da imaculável Roma e do súpero John Wick. As locações tornam a ação ainda mais envolvente – destaque para a Galleria Nazionale d’Arte Moderna di Roma (Galeria Nacional de Arte Moderna de Roma) e a cena dos espelhos (ainda estou me perguntando como eles conseguiram gravar aquilo sem nenhum cameraman aparecer, rs). A partir daí o filme parece brincar com a nossa percepção, e o resultado disso tudo você verá em tela.

john-wick-2-image-2_0
Riccardo Scamarcio no belo cenário dos espelhos.

John Wick: Um Novo Dia Para Matar tem potencial para ser o melhor filme de ação do ano, embora ainda não tenha atingido a sua melhor forma. Supre regularmente a falta de informação sobre o passado de seu protagonista e abre novos horizontes para a continuação da franquia.

John Wick: Um Novo Dia Para Matar estreia dia 16 de Fevereiro nos cinemas de todo o território nacional.

Nota: A- 😀

COMPARTILHE, ajude o nosso site a crescer!
Confira o trailer!

 

Visualizacões:   38   Comentários:   0   Curtidas: 0
Comentar (pelo Facebook)

Deixe uma resposta

A password will be emailed to you.