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Crítica – O Chamado 3

Publicado:   fevereiro 2, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Bruno Castro

Fevereiro de 2017 se inicia com a retomada de uma franquia muito conhecida do gênero Terror. O Chamado, se encaminhando agora para uma trilogia com Rings, ou O Chamado 3, conta a história da jovem Julia (Matilda Lutz) e um pouco mais do passado de Samara. Quando o vídeo amaldiçoado de Samara volta a circular, o namorado de Julia, Holt (Alex Roe), acaba permitindo o contato dos dois com a terrível maldição que os apavora com a ameaça de acabar com suas vidas em sete dias.

Johnny Galecki.
Johnny Galecki.

A premissa clássica “maldição dos 7 dias” era um problema por já ter sido explorada por dois filmes. Então, os roteiristas David Loucka, Jacob Estes e Akiva Goldsman decidiram arriscar a torna-la mais elaborada. Uma nova visão sobre ela foi construída para camuflar a duração da maldição, que agora tem uma duração menor e conta com o peso da imprevisibilidade, uma vez que não se sabe até quando a vítima poderá reagir até sua morte. A ideia é boa, mas acaba deixando lacunas no roteiro, que se utiliza de ilógicas percepções de seus personagens para seu desenvolvimento. O diálogo peca no reforço ao que é óbvio – um exemplo é quando, no fim de um combate, a protagonista insiste em gritar “você é ***** dela”, onde uma linguagem corporal ou uma expressão facial seriam claramente melhores opções.

Matilda Lutz como Julia.

No elenco, além do casal Matilda Lutz e Alex Roe, temos Bonnie Morgan substituindo Daveigh Chase, a Samara dos filmes anteriores. Lutz nos apresenta uma personagem que se desenvolve de insegura à corajosa, sendo regular em ambos os momentos. Já Roe não chega nem perto de ser bem-sucedido em sua interpretação. O ator não consegue transmitir praticamente nenhuma emoção. Não sabemos quando ele está preocupado, apaixonado, nem apavorado. Bonnie, embora apareça muito menos do que os dois, também tem bons momentos. A elasticidade de seus movimentos corporais é impactante na cinematografia de Sharone Meir (Whiplash, 2014) – que tem seus picos no tom das cenas do vídeo, nos flashes dos objetos e, no geral, também é satisfatória. Temos também a presença de Johnny Galecki, da série The Big Bang Theory. Galecki é quem apresenta o melhor trabalho em atuação durante todo o longa. Seu personagem é um professor de Biologia, e tem uma certa familiaridade com o seu personagem da série, que é físico – o que parece ter influenciado bastante no bom resultado de sua interpretação.

Matilda Anna Ingrid Lutz, Johnny Galecki e Alex Roe.

A história é contada de forma linear. Há verossimilhança no design de produção de Kevin Kavanaugh e na decoração de set de Meg Everist, mas nada de inovador. A trilha sonora de Matthew Margeson contribui muito bem para o suspense e para a construção de tensão. O desfecho pode ser previsível aos mais atentos às metáforas visuais contidas na película e, para a alegria dos fãs, deixa portas escancaradas para a produção de novos filmes para a franquia.

A Samara de Bonnie Morgan.
A Samara de Bonnie Morgan.

O Chamado 3 arrisca pouco e abre novos horizontes à franquia. Não é inovador, carrega um problema em seu elenco e seu roteiro é raso, mas resgata a nostalgia de seus antecessores.

O Chamado 3 estreia dia hoje, dia 2 de Fevereiro, nos cinemas de todo o território nacional. (Uhuu! ESTREIA ANTECIPADA PROS BRs!!!) 


Confira o trailer!

E você? O que espera de O Chamado 3?

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Visualizacões:   79   Comentários:   2   Curtidas: 0

2 Comentários

2 de fevereiro de 2017
O que eu li no geral é que ele é tão ruim quanto os anteriores. kkkk O primeiro é bacana e o japonês é do capiroto.
2 de fevereiro de 2017
husahashu Vou ver o japonês em breve!
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