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Crítica – Armas na Mesa

Publicado:   janeiro 30, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Bruno Castro

Miss Sloane – Elizabeth Sloane (Jessica Chastain), uma das mais formidáveis lobistas dos Estados Unidos, enfrenta o maior desafio de sua carreira ao buscar a aprovação de uma emenda mais rigorosa de controle de armas.

John Madden em ação.
John Madden em ação.

A trama é dirigida por John Madden, conhecido por seus antigos trabalhos em Shakespeare Apaixonado (1998) e O Exótico Hotel Marigold (2001). O roteiro é de Jonathan Perera – o primeiro de sua carreira –, e nos apresenta um respeitável estudo de personagem. A personagem em questão é Elizabeth Sloane, uma exímia lobista, de postura firme, que, como a mesma diz no início do filme, está disposta a fazer de tudo para vencer e antecipar os movimentos de seus oponentes. O peso deste papel fica nas mãos da surpreendente Jessica Chastain. A intérprete consegue articular muito bem os diálogos (alguns um pouco extensos e de ritmo acelerado), trazendo mais imponência à sua figura de “líder”, mas sem deixar com que a parte mais dramática e irônica da protagonista se torne indevidamente artificial.

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O elenco, além de Chastain, é composto por Gugu Mbatha-Raw, que, com a personagem Esme Manucharian, vai ganhando cada vez mais importância ao longo do desenvolvimento do enredo. Raw faz jus ao papel, apresentando uma Esme misteriosa e, talvez, tão firme quanto Sloane, porém, certamente, mais empática que a personagem principal. Os demais personagens são mais padronizados. Temos John Lithgow como o confuso Senador Sperling, Sam Waterston como George Dupont, o chefe ganancioso e impaciente, além de um Michael Suhlbarg excessivamente caricato na pele de Pat Connors e Mark Strong, responsável pelo convicto Rodolfo Schmidt. Já Alison Pill e Jake Lacy aparecem em pouquíssimos momentos, mas não passam batidos.

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O tempo segue a linha presente-passado-presente. As cenas de exposição são quase sempre pontuais, mas monótonas quando se referem à “incrível inteligência e ousadia da protagonista”. Temos aqui presentes várias referências à Constituição dos EUA, mas que são bem explicadas (pode ir tranquilo, que você vai entender tudo!). A atmosfera política também é bem representada, composta por agentes verossímeis. O seu desfecho surpreende, mesmo que um pequeno elemento dele seja bastante previsível.

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Armas na Mesa reflete sobre competição e até onde alguns estão dispostos a chegar para vencê-la. É, também, um drama envolto por um intrigante estudo de personagem.

Armas na Mesa estreia dia 2 de Fevereiro nos cinemas de todo o território nacional.

Confira o trailer!

E você? O que espera de Armas na Mesa?

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