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Crítica – Assassin’s Creed

Publicado:   janeiro 11, 2017   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Bruno Castro

Assassin’s Creed – Callum Lynch (Michael Fassbender) descobre que é descendente de um membro da Ordem dos Assassinos. Isto, então, o permite reviver as memórias de seu ancestral, Aguilar, além de ganhar habilidades de um assassino-mestre.

O brilhante Michael Fassbender é o protagonista.
O brilhante Michael Fassbender é o protagonista.

Diretor de Macbeth (2015) e Snowtown (2011), Justin Kurzel assume desta vez uma das franquias de maior sucesso do universo gamer. Com uma gama enorme de possibilidades, uma vez que o longa tinha à sua disposição um material de sete livros e de mais de nove jogos (sem contar os secundários), a produção cinematográfica da franquia deixa a desejar por conter uma narrativa rasa, arrasadoramente descritiva, e um excesso agoniante de efeitos visuais e cenas de ação de baixíssimo impacto na evolução do roteiro.

Marion Cotillard e Michael Fassbender em cena.
Marion Cotillard e Michael Fassbender em cena.

Há um descuido em relação à linha do tempo. A sua construção provoca uma previsibilidade inquietante a partir da metade do filme. Aparentemente, essa foi uma tentativa de ligar as ações e mostrar uma semelhança entre diferentes épocas, porém, o revés aqui é que essa segunda parte é utilizada como recurso principal para inchar ainda mais o roteiro de cenas de ação – que não servem para acelerar a história e que são, quase que em sua totalidade, irrelevantes para a construção do clímax. O resultado disso é uma produção que excede em diversos pontos e que, assim, acaba tornando a experiência cada vez mais cansativa, enfadonha.

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Ator com prestigiados trabalhos em Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino, 2009) e no mais recente Steve Jobs (Danny Boyle, 2015) – que lhe rendeu uma indicação a Melhor Ator Principal no Oscar 2015®–, Michael Fassbender já havia trabalhado com Kurzel em Macbeth (2015). Em Assassin’s Creed, Fassbender, ainda que esteja encarcerado a um roteiro com falhas profusas, também apresenta um bom trabalho na pele de Callum (Cal), marcado por uma entrega relevante às ações e ao mistério que as circundam em alguns estágios do enredo. Marion Cotillard, estrela do cinema francês, é quem mais comporta o excesso de narrativa mencionado anteriormente. Sua entonação é equilibrada e realmente parece ter saído de um videogame – a todo momento, Cal aparenta estar absorto em sua quest (busca, missão), e grande parte disso se deve à performance de Marion– porém, é essa própria exposição em demasia que a compromete. Jeremy Irons também é prejudicado pela narrativa, nos apresentando um personagem caricato e sem grandes motivações.

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A Equipe de Arte parece ser a mais promissora por aqui. Conta com figurinos bem trabalhados, com muita inspiração nos jogos, e ambientação da Espanha do século XV, mas que acabam sendo ofuscados pelo excesso de Efeitos Visuais –  e o 3D oscila em torno disso. Já os Efeitos Especiais (aqueles feitos durante a filmagem) são prejudicados pela montagem das cenas – o salto de fé, gravado com um salto real de 38 metros de altura, por exemplo, não causa tanto impacto quanto poderia, desperdiçando uma experiência que poderia ter sido memorável com o uso do 3D. As cenas de combate, compostas por uma rapidez exagerada na transição de quadros, também perdem qualidade por isso, e ideias boas, como a utilização de movimentações de câmera que simulam a visão em 1ª pessoa durante a ação, também acabam perdendo impacto em meio ao turbilhão de coisas que acontecem ao mesmo tempo em uma só cena.

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O ponto alto está presente nas cenas aéreas, onde perseguições e pulos entre prédios se tornam algo a saborear sem relutância. A visão da águia é muito explorada, embora a simbologia dela tenha sido omitida aos espectadores

Elementos do 'parkour' estão sempre presentes na produção.
Elementos do ‘parkour’ estão sempre presentes na produção.

Assassin’s Creed ainda pode ser interessante para os amantes da franquia, mas para o resto do público se torna mais do velho embate entre bem e mal, voluptuoso em cenas de ação e inábil em matéria de roteiro.

Assassin’s Creed estreia em 12 de Janeiro nos cinemas de todo o território nacional.

Confira o trailer!

E você? O que espera de Assassin’s Creed? É fã da franquia? Deixe sua opinião abaixo, nos comentários!

Visualizacões:   60   Comentários:   1   Curtidas: 0

1 Comentário

12 de janeiro de 2017
Eu espero um puta filme! Lendo a crítica fiquei com medo de ser um bosta filme. Coisa que eu vi no trailer: parece Prince Of Persia
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