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Crítica – Passageiros

Publicado:   dezembro 25, 2016   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Bruno Castro

Passengers – Um navio espacial transportando milhares de pessoas com destino a um distante planeta-colônia tem um problema nas suas câmaras de hibernação. Como resultado disso, dois passageiros são acordados 90 anos antes de alcançarem o seu destino.

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O cabeça do longa é Morten Tyldum, conhecido por dirigir The Imitation Game (O Jogo da Imitação), indicado a Melhor Filme no Oscar 2014 ®. Sob olhar de Tyldum, Passengers é uma obra que trata sobre inúmeros assuntos, como: solidão, culpa, amor, decepção e redenção. A sua escolha de assumir um longa com tantas variáveis não foi por acaso. Tyldon se sente atraído por longas assim, onde a emoção é transmitida ao espectador em suas mais diversas formas e intensidades, e foi isso o que mais o motivou a abraçar a produção.

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O roteiro nasceu das mãos e mente do promissor Jon Spaiths. Jon trabalhou em A Hora da Escuridão, Prometheus e no mais novo sucesso da Marvel Studios: Doutor Estranho. Em Passengers, Spaiths foi responsável por criar uma história focada em dois personagens com pouquíssimos coadjuvantes, o que acarretaria numa certa dependência entre eles e exigiria uma química muito grande entre o casal, para que o romance realmente funcionasse.

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Para interpretar Jim Preston e Aurora Lane, foram convocados os populares Chris Pratt e Jennifer Lawrence. Em questão de atuação, os dois parecem entender bem o significado de cada cena e apresentam um bom trabalho individualmente. Já como casal, não convencem muito. E isso não aparenta ser uma falha própria dos atores, mas sim do roteiro. A forma como o romance se inicia é interessante, porém a resolução acaba se contrastando demais das premissas. Ele é marcado por um segredo que envolve todo aquele olhar de Tyldum lá do início, o que daria uma boa história, mas lhe falta profundidade. É apenas uma história bonita e não muito bem resolvida, e nada além disso.

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Na ala dos coadjuvantes, Michael Sheen está brilhante como Arthur. Ele consegue interpretar um robô que consegue transmitir muita humanidade e atravessar a tênue linha entre real e surreal. Você sabe que ele é um robô, mas acaba se esquecendo, até que ele se movimenta daquela forma que só uma máquina poderia se movimentar e te traz de volta a racionalidade. Se equilibrar no equipamento que reproduz esse movimento não deve ter sido nada fácil, e manter a naturalidade durante a atuação, muito menos. Laurence Fishburne também está presente, mas apenas com o objetivo de criar mais tensão em um determinado ponto do filme.

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O primeiro ato, onde a exposição é predominante, não traz elementos suficientes à construção do segundo e do terceiro. Isto acaba criando aquela impressão de “personagem sabe-tudo” em Jim. Há uma desproporção incômoda em relação ao que o personagem deveria saber, de acordo com as características dele que foram apresentadas, e no que ele realmente tem de conhecimento na hora em que seu instinto de sobrevivência vem à tona. O romance é marcado por um drama, porém não há sutileza em sua construção. Não há traços em comum entre o casal – sendo apresentado a nós o velho e batido “os opostos se atraem”. Tudo bem que a situação em que os personagens estão não comporta tal luxo, mas seria interessante ver pequenas ligações entre eles, para que se justificasse melhor a atração.

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Os Efeitos Visuais (feitos após a gravação) e os Efeitos Especiais (feitos durante a gravação) são muito bem idealizados e executados. Uma parte considerável do que foi apresentado não conta apenas com o trabalho da equipe de Efeitos Visuais. Tyldum reconhece a importância dos variados elementos do set na criação da atmosfera ideal para o trabalho de seus atores e atrizes, e procurou evitar ao máximo a utilização exagerada de Efeitos Visuais em determinadas cenas. Em relação a essas duas categorias, destaque para as cenas de mudanças bruscas de gravidade, que proporcionam quadros empolgantes e exploram muito bem o 3D.

BTS; crew

A equipe de Arte também merece o seu reconhecimento. Ela foi responsável por criar ambientes futurísticos e com uma arquitetura muito peculiar. Somos apresentados tanto a ambientes sofisticados, como a luxuosa e imponente Vienna Suit (suíte Vienna), quanto a ambientes mais clássicos, como o bar de Arthur.

Sets and Props

Passengers é um filme visualmente atraente e com um elenco experiente, mas que conta uma trama razoável.

Passageiros estreia em 05 de Janeiro de 2017 nos cinemas de todo o território nacional.

Trailer:

Visualizacões:   270   Comentários:   4   Curtidas: 0

4 Comentários

25 de dezembro de 2016
Eu fujo de quase todo filme que tem a Jennifer Lawrence, e o Pratt o único que convenceu até agora que assisti foi Guardiões da Galaxia.
25 de dezembro de 2016
E o foco desse aqui é neles dois haha Concordo que esse ainda não é o melhor filme deles
9 de Janeiro de 2017
Ela com o Rocket (O Lado Bom da Vida, quando ela estourou) é um boa dupla num bom filme.
1 de Fevereiro de 2018
[…] TRILHA SONORA “Jackie” “La La Land – Cantando Estações” “Lion – Uma Jornada Para Casa” “Moonlight: Sob a Luz do Luar” “Passageiros” […]
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