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Crítica – A Chegada

Publicado:   novembro 23, 2016   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Rômulo Costa

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Super-heróis extraterrestres, como o Superman, em geral têm a mesma forma de um ser humano comum. E, frequentemente, alguma característica humana é elevada em qualidade ou quantidade, de modo a ser o super-poder do personagem (super-força, super-velocidade, etc.). Quando os alienígenas não são heróis, quando simbolizam o desconhecido, o ameaçador, são representados, em filmes e quadrinhos, como seres disformes e asquerosos, completamente distantes de um homo sapiens sapiens. Talvez seja fruto de nossa vaidade: E.Ts respeitáveis são feitos, normalmente, à nossa imagem e semelhança.

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Não é o caso do filme em questão. Os invasores de outro planeta, apesar de assustadores e mais parecidos com polvos que com pessoas, são mais desenvolvidos que os terráqueos em mais de um aspecto (omitidos aqui para evitar spoilers). Dirigido por Denis Villeneuve, a obra não causa cansaço ou sono no espectador: estamos sempre à espera do que acontece depois — se, em parte, isso é provocado pela curiosidade suscitada pela história em si, por outro, é resultado da ausência de diálogos intermináveis e cenas prolongadas mais do que deveriam. Tudo parece feito na medida do necessário, não é por acaso que o filme possui menos de duas horas de duração.

O governo e o exército dos Estados Unidos procuram acadêmicos para participar da operação cujo objetivo é compreender por quê 12 naves apareceram simultaneamente em diferentes pontos do mundo, tripuladas por alienígenas que, obivamente, não falam inglês. Durante o enredo, há uma contraposição constante de interesses e personalidades: a linguista Louise Banks (interpretada por Amy Addams), procura incessantemente se aproximar para compreender a comunicação dos aliens, o físico Ian Donnelly (Jeremy Renner), se mantém mais distante, observando padrões e números. O coronel, preocupado com resultados e com as respostas que dará aos superiores, se opõe constantemente aos dois intelectuais, mais interessados no mistério e no conhecimento que com o país e os militares.

A forma como lidamos com o tempo, nossos entendimentos de passado, presente e futuro, são intrínsecamente humanos, uma forma alternativa de relação com o tempo é explorada incrivelmente bem na história. Por não ter nada — ou quase nada — mostrado gratuitamente, todos os flashes são muito bem amarrados e desembocam em soluções surpreendentes. Este filme, inspirado no conto “Story of Your Life” de Ted Chiang, reúne todos os caracteres para se tornar um clássico!

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2 Comentários

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1 de Fevereiro de 2018
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