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Curta o curta – “Borrowed Time” uma animação visceral que vai ganhar sua admiração como tem ganhado prêmios por aí

Publicado:   outubro 22, 2016   Categoria:Criticas , Curta o curta , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Italo Goulart

“Borrowed Time” é um curta-metragem de animação, dirigido por Andrew Coats e Lou Hamou-Lhadj, e produzido por Amanda Deering Jones. Música pelo vencedor do Oscar Gustavo Santaolalla.

Andrew Coats e Lou Hamou-Lhadj animadores da “Pixar”, durante cinco anos entre um café e outro começaram a produzir “Borrowed Time”, como não era ligado á nenhuma animação da casa, eles tiveram todo o tempo pra fazer, e fazer bem feito. A animação deles ganhou e participou de mais de 30 festivais ao redor do mundo.

Com pouquíssimos diálogos, talvez só umas cinco frases curtas no decorrer dos quase sete minutos, o curta tem uma profundidade e um significado que muito filme de três horas a mais não consegue nem arranhar.

Um Xerife cansado retorna aos restos de um acidente que ele passou a vida toda tentando esquecer.A cada passo dado, as memórias vem à tona. Mais uma vez enfrentando seu pior erro, ele tem que encontrar força para seguir em frente.

O drama começa com um homem andando em direção a um abismo, o clima escuro de nuvens pretas parece acompanhar os sentimentos desse homem, o rosto flagelado pelo tempo carrega o peso da culpa que ainda iremos descobrir. E num “flashback” mais do que improvável, somos bombardeados de emoções e um sentimento de amargor na boca intercorre.

Um filme tão curto e tão cheio de significados, desde a gota de sangue que parece uma lágrima logo após a tragédia, até o relógio que é sinal do trauma, mas que vira o sinal de esperança e recomeço, e onde todo o martírio começou, é onde ele acaba.

O filme antes de culpa e dor, é sobre o tempo, como ele pode curar ou como você pode aprender com ele. O personagem principal seguiu a carreira do pai, conseguiu sobreviver mesmo com toda a dor que carregava, mas algo sempre o levava para um abismo, no filme de forma literal, e foi lá que ele encontrou algo pra tirar todo o sofrimento, uma forma de amenizar a saudade, pois ele sabe, no fundo, que a culpa não é dele.

Nunca empreste ou gaste seu tempo com o passado, é algo perdido, e como diz a velha máxima: “Tudo tem seu tempo!”

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1 Comentário

[…] Sábado passado fiz um post sobre um tremendo curta ganhador de muitos prêmios por aí, “Borrowed Time”, se ainda não viu, vá e veja.  LINK DO POST. […]
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