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11° Aniversário de lançamento de Shadow of the Colossus

Publicado:   outubro 19, 2016   Categoria:Criticas , Games/E-Sports , OpiniãoEscrito por:Italo Goulart

Esse jogo espetacular está fazendo hoje, dia 18(dia que estou escrevendo esse post), onze anos de idade. Ele foi lançado nesse dia em 2005 na América do Norte e dia 27 de outubro no Japão. Ele é da mesma criadora e desenvolvedora de Ico (2001), outro sucesso da época, mas confesso que não tenho muita intimidade com ele.

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Lembro até hoje qual era a sensação de ficar perdido durante muito tempo sem saber como usar a espada como bússola e claro, quando encontrar um colosso, ficava divido entre o cagaço e a vontade de derrubar aquele imenso monstro na faquinha.

O jogo já no começo era diferente dos outros, demorava um pouco pra começar a trilha sonora e mais ainda pra ouvirmos a voz do nosso herói Wander e ficava meio incerto de qual seria nosso objetivo e se você já não tivesse visto alguém jogando, iria certamente desacreditar dele.

Aí quando tinha aquele dialogo longo, que na época não entendia nada de inglês, você já estava livre para descobrir(ou tentar durante muito tempo) o que você tinha que fazer. O mais legal era você “ralar” pra descobrir onde estavam os gigantes, morrer várias vezes tentando fazer amizade com eles, morrer mais vezes descobrindo que tem que matar eles e por fim, morrer mais um bocado de vezes pra descobrir onde que é o lugar certo para atingir ele com a espada e lidar com todas as um milhão de vezes que você caia depois de ter subido todo o colosso.

Uma coisa que não precisava entender bem, pra no mínimo reparar, era sobre a arte e a grandiosidade do jogo naquela época.

E um dos maiores feitos do jogo era, que apesar de ser sempre a mesma coisa de caçar colosso e matá-lo, cada colosso era de fato um desafio muito maior e diferente que o anterior, não era só matar os bichinhos e pronto, tinha que fazer uma estratégia, descobrir o ponto fraco e fazer o possível para matar o bicho. Era fod#!

E mano, o primeiro colosso a gente nunca esquece, inda mais por que, com certeza, foi o mais difícil.

E no mesmo ano a gente já tinha experimentado como era matar um gigante com God Of War, que foi lançado em março, mas desculpa os fãs, mas Shadow Of The Colossus ainda é melhor.

Kratos vs Minotauro giagante
Kratos vs Minotauro gigante

No jogo a gente controlava o Wander, que na procura de reviver uma mina chamada Mono, tinha que entrar na “Região Proibida” e matar 16 criaturas colossais. Para achar cada monstro, Wander deveria levantar sua espada mágica contra a luz do sol, para descobrir a localização de cada colosso.

Cada colosso parecia ficar cada vez mais longe da área central onde a gente se encontrava após cada batalha e local onde o corpo de Mono esperava. A cada colosso derrotado, uma espécie de totem no templo era destruído e você recebia a próxima missão.

Apesar de naturalmente todo colosso ser grande e teoricamente parecer lento, tinham uns que eram do capiroto de rápido, o que além de deixar mais desafiador, deixava mais divertido também.

Cada colosso tinha um ponto fraco que brilhava, mas claro, se você estava jogando no “Hard”, nada brilhava e tinha que ser na sagacidade mesmo. Tinha uns esquemas de comer frutinhas pra recuperar vida e uns lagartos que recuperavam estamina.

Os primeiros “chefes” eram um pouco fáceis, servindo quase como tutorial, mas depois pra cada novo colosso, era um ambiente diferente e requeria uma estratégia cada vez mais elaborada do jogador.

E claro que todo herói tem seu fiel companheiro, seja um sidekick ou um aliado qualquer, Wander tem ao seu lado Agro, uma égua que em vários desafios se faz necessária.

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O jogo era uma mistura de Aventura, Ação com RPG e Puzzle, os cortes cinematográficos davam não só mais qualidade visual e imersão na cena, como a premiada trilha sonora dava mais profundidade pra tudo o que estava passando.
Sei que ninguém nunca gostou muito de ficar olhando alguém jogar, mas se tinha um jogo bonito, angustiante e divertido pra assistir, era esse.

O jogo envolve pouquíssimos personagens, além de Wander, a morta Mono, a égua Agro, tem a entidade sem corpo Dormin, que tem o poder de ressuscitar os mortos e ela que dá a missão para Wander. Nada mais é mostrado sobre o passado dos personagens, é só aquilo que mostra durante o atual presente do jogo.

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Uma das coisas mais legais do jogo, que mesmo apesar dos gráficos não serem dos melhores, é ainda perceptível, que conforme os colossos são mortos a aparência física de Mono vai melhorando por ganhar a vida de novo, mas em compensação Wander começa a se transformar também, marcas surgem no rosto dele e chifres vão nascendo, repararam nisso quando jogaram?

Bom, não darei mais detalhes sobre o enredo do jogo, não sei se todos já jogaram e zeraram e minha memória não já não é tão boa assim.

Apesar de inicialmente o diretor e designer Fumito Ueda ter falado que não tinha relação entre Ico e Shadow of the Colossus, em 2006 ele admitiu ou inventou, não sei, que os dois jogos passavam no mesmo universo e que Wander era um ancestral de Ico. Bacana isso.

O jogo foi um sucesso entre a  crítica especializada e entre os jogadores, ganhou muitos prêmios e foi relançado para PlayStation 3 em 2011.

É um daqueles jogos com lugar cativo no coração gamer de todos nós.

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