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Sabotage – 13 anos depois, disco póstumo do Maestro do Canão é a melhor coisa desse tenso 2016.

Publicado:   outubro 18, 2016   Categoria:MúsicaEscrito por:Jota1

Finaaaalmente a espera acabou. Ontem, 17/10, com audição exclusiva e transmitida pelo Spotify, conhecemos o álbum póstumo do rapper Sabotage, morto a tiros em 2003, e que neste disco, trás suas rimas mais atuais que nunca. O álbum que 2016 precisava, ainda mais nesse contexto esquisito em que se encontra o Rap Nacional.

Sabotage em estúdio com Daniel Ganjaman (ao lado) Rica Amabis e Tejo Damasceno (sentados). Foto: Reprodução/Facebook.
Sabotage em estúdio com Daniel Ganjaman (ao lado) Rica Amabis e Tejo Damasceno (sentados). Foto: Reprodução/Facebook.

A produção é finíssima! Com Daniel Ganjaman e a dupla Rica Amabis e Tejo Damasceno, do Instituto, que tiveram a missão de costurar e dar vida a rimas soltas e as vezes incompletas, o resultado impressiona e nos faz imaginar o quanto Sabota estaria trabalhando hoje em dia. Um flow firme, as vezes swingado, letras afiadas, sem mimimi, a real, coisa que a molecada de hoje em dia precisa ouvir. Ouvir e discernir, mastigar, digerir de fato.

“Catou papel pra viver / Na moral, foi difícil / Depois que o homem inventou o revólver / Todos corremos perigo” – Sabotage em “Mosquito”

A primeira faixa vem com o Trap do Zegon (Tropkillaz), ritmo dentro do Rap que faz muito sucesso nos dias de hoje – e não sou muito fã, confesso – mas é impressionante como nessa e em todas as faixas, até com levadas mais leves, com um violão ao fundo na viciante “O Gatilho“, ainda com a Céu harmonizando a faixa, e uma participação mais que especial do B-Negão, Sabota flui com um flow impecável. Mas é com Dj Cia em “País da Fome: Homens Animais” e em “Quem Viver Verá” com Dexter dividindo o mic, que a gente nota um Rap mais a vontade. As colaborações ainda contam com Negra Li, Mr. Bomba, Shyheim (Wu Tang Clan), Lakers, Duani, Fernandinho Beatbox, Funk Buia (Z’África Brasil), DBS Gordão ChefeRodrigo Brandão, Sandrão (RZO) e Rappin` Hood, além dos filhos do Sabota no refrão de “Mosquito”. Que disco foda!

O disco já nasceu clássico. Entra para a história do Rap Nacional como um disco que, mesmo depois de 13 anos, vem atual não só pela produção, mas pelas letras, que continuam dando a ideia firme e forte, como o Rap deve ser. A Zona Sul de São Paulo, o Canão, Brooklyn, Pirituba estão orgulhosos e o presente é para todo o Brasil. Obrigado Sabota, o Rap Nacional estava mesmo precisando.

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1 Comentário

18 de outubro de 2016
atual e firme sem mais
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