Papo Torto
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20 anos sem Renato Russo e o Brasil continua o mesmo?

Publicado:   outubro 11, 2016   Categoria:Música , Old But GoldEscrito por:Jota1

20 anos hein?! Lembro-se como se fosse hoje quando a notícia foi transmitida pelo JotaÊne e minha irmã mais velha chorava inconsolável, como se a notícia da morte fosse de um parente próximo. Nunca tinha a visto daquele jeito. Eu, um moleque ainda, que crescia ouvindo Legião Urbana por causa dela, não esqueço dessa cena. Hoje eu entendo. Minha irmã havia perdido não só um ídolo, mas uma referência, um algo maior que Renato Russo causava nas pessoas por ser tão sincero e emotivo em suas letras. Perder essa identificação é muito ruim. Quando o artista que a passa morre, leva conosco essa referências.

Acha exagero? Pense num artista que sempre esteve nos autos falantes da sua casa. “Giz” ecoava no ar quando minha irmã arrumava a casa. Minha mãe sempre comentava: “Essa é a mais linda!” – Renato tinha a mesma opinião. “Quando o Sol Bater na Janela do teu Quarto” era aquela música do sábado, onde acordávamos mais dispostos e “Vamos fazer um Filme” era a faixa das festas em casa. “Eu era um Lobisomem Juvenil” ainda é aquela faixa que a gente se identifica e leva pro resto da vida.

renatooo

Hoje em dia eu fico triste quando ouço uma molecada que nasceu dos 90 pra cá desmerecer a Legião Urbana. Dizer que é chato e tal. Tá certo que depois que o Renato morreu, vimos poucas homenagens decentes a banda e bizarrices de todo o tipo, culpa do filho dele… Mas nada que apaga as lembranças e o brilho desse que sim, pra mim e para muitos, foi o maior poeta da melhor banda de Rock do Brasil.

Nessa entrevista, com um Zeca Camargo jovem e até perspicaz, Renato Russo fala sobre muitas coisas: A fama crescente e como isso repercutiu na banda, a violência nos shows, as bandas que o influenciaram e em muitos tópicos a gente nota como a banda sempre foi ao mesmo tempo atual e a frente do seu tempo, como nessa matéria da Piauí/Folha de São Paulo que comenta sobre o que mudou no país desde “Perfeição” do “O Descobrimento do Brasil“, também de 1993 e meu disco favorito da banda.

Ou será o “V“? Porra.. Mas o “Dois” também é foda… E “As Quatro Estações“?? Que banda, cara. Que banda!!!

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1 Comentário

11 de outubro de 2016
é meus abigos... esperemos mais uns 120 anos para nascer um novo renato belo texto emotivo e sincero como as músicas do legião
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