Papo Torto
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#SextaTorta – Tem coisa nova vindo aí…

Publicado:   outubro 7, 2016   Categoria:#SextaTortaEscrito por:Jota1

Tudo começou há quase exatos 10 anos atrás. Eu estava voltando de São Paulo e animado com o ritmo que tinha criado para minhas rimas, graças a uma comunidade do Orkut, chamada “Rimadores Brasileiros” (bons tempos), havia decidido que iria montar uma banda assim que pisasse no cerrado, no Val. Ali no entorno sul, na linha do quadrado que divide o DF do Goiászão todo.

Assim nasceu a “Singular“. Banda cujo nome explicava o funcionamento da coisa. Afinal, você já viu uma banda de Rap, com dois vocalistas, um guitarrista e um baterista? Eu não. Tínhamos um feelling incrível e muitas músicas malucas surgiram nas tarde e noites do estúdio Sonorus, do baixista da banda Tony Tals, como na foto acima. Inclusive, essa foto, foi do primeiro e único show que fizemos. Num bar onde diziam que era boca de fumo na noite adentro. Não estávamos na lista de bandas a tocar, “subimos” no palco, pegamos os instrumentos e começamos a tocar. Simples assim.

Mas Rap é foda. É complexo. Apesar da diversão, a limitação do som era uma coisa que nos incomodava bastante e quando o estúdio fechou, foi um choque total não só em nós, mas em outras várias bandas da cidade. Outro dia, enquanto tomava um chopp com o Tony e ele me explicava seu novo projeto, ele comentou: “Quando o estúdio fechou, 5 bandas terminaram no val!”. Coisa pra caramba. E o Val sempre foi um celeiro de bandas e de artistas. A cena era forte, tinha showzinhos todo final de semana (colocando “inhos” não pra diminuir, mais para lembrar que eram totalmente colaborativos e feitos na raça). Éramos jovens. Não tínhamos grana, mas tínhamos tempo e vontade. Isso era o motor de todo o cenário. Com o fechamento do estúdio, o fim das bandas e consequentemente, dos showzinhos, estávamos avançando nos vinte e poucos anos e o fantasma da responsabilidade adulta nos rondava. Foi um período bad.

Vieram os anos 10. Trabalho, faculdade, logo depois casamento, filho. O tempo era apertado e a única coisa que vinha fazendo referente a música eram as mixtapes “seleciOne” – que inclusive muita gente me pede pra voltar com o projeto. Não tinha tempo pra porra nenhuma. Hoje em dia não é muito diferente, mas estou em um trampo que me dá mais liberdade com horário, meu filho está maior e é mais fácil leva-lo aos ligares, coisas assim.

Onde quero chegar com essa ladainha toda? Então, graças a relativa liberdade que o tempo foi me dando, algumas mixtapes ainda saiam, fiz um curta metragem, comecei a escrever um livro e junto com o Moskito, demos vida a este site que você visita. Doidera. Enquanto tudo isso acontecia, as letras que eu havia composto há 10 anos atrás ficavam na minha caixa de sapatos junto com fotos antigas e meus cd´s. Aquela caixa de velharias que a gente tem e não consegue se desfazer nem a pau. Foi aí que o outro apaixonado por música Tony Tals me falou da QuatroP. Um selo colaborativo, totalmente copyleft, voltado para fazer exatamente o que amamos: música. Ele, improvisou um estúdio em casa, contatou alguns brothers das antigas e começou a toca a coisa toda. Fui convocado também e finalmente aquelas letras na minha caixa de velharias vão ganhar vida.

2016-10-07-1

Uma vez eu perguntei pro Parteum, no Orkut ainda, o que significava seu nome de MC (digamos assim), ele disse que Parteum significa “parto”. Porque para ele, a música é um parto. Isso me marcou pra caralho. Se notarmos bem, faz bastante sentido. Use todas a comparações que desejar. A gente ama, põe pra fora, dá vida e esta leva um pouco da gente. Mais parto que isso, impossível.

Depois eu vou entrar em mais detalhes sobre a QuatroP e seu processo criativo. Também vou falar sobre os Raps que irei gravar. Queria falar muito sobre como eu me assustei quando revi algumas letras e notei como era a minha cabeça há 10 anos atrás. Muitas letras eu joguei fora num momento de raiva por nunca te-las gravado. Uma pena. tinha umas coisas interessantes. No momento só posso adiantar que quero gravar um EP e ele irá se chamar “Raps para ouvir no busão”. bem urbano e cotidiano. Estou revendo as letras e criando novas. Quando estiver pronto é claro que irei postar aqui. Aguardem! 🙂

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3 Comentários

7 de outubro de 2016
kkkkkk qero ver isso ai hein
7 de outubro de 2016
Verá man. Tou doido pra dar vida nessa porra logo! kkkkk
7 de outubro de 2016
Tamo junto! E ansioso para ouvir também!
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