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Crítica – No Fim do Túnel

Publicado:   outubro 4, 2016   Categoria:Criticas , Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Italo Goulart

DADOS SOBRE O FILME:

Título original: Al final del túnel
Distribuição: Warner
Data de estreia: qui, 06/10/16
País: Espanha
Gênero: policial
Ano de produção: 2016
Duração: 120 minutos
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Pra evitar “spoiler” não vou colocar a sinopse do filme, que entrega parte crucial da trama.

Já deixou de ser surpresa se deparar com excelentes filmes vindos dos nossos vizinhos “hermanos”, principalmente depois que “O segredo de seus olhos” ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010. E o mês de outubro temos dois exemplares que seguem essa tendência, Kóblic que vai estrear dia 13 e No fim do túnel que tem estreia prevista para dia 6.

Na trama de No fim do túnel, nós acompanhamos a história de Joaquin (Leonardo Sbaraglia), um cadeirante solitário que vive numa grande casa que está jogada as traças, vivendo somente com seu fiel companheiro, um cachorro que está velho e doente. Joaquin ganha a vida consertando computadores em seu porão, endividado e sem poder mais manter a casa em que mora, ele disponibiliza um quarto para alugar.

Certo dia, aparece Berta(Clara Lago) e sua filha Betty(Uma Salduende) interessadas em alugar o quarto. Por questões pessoais, que são explicados de forma bem sutil no filme, Joaquin logo deixa claro que não gosta muito da ideia de ter hóspedes como elas e já tenta “se livrar” delas, falando que acha que não é o que elas procuram, mas não dá muito certo, por motivos também explicados durante o filme que são parte crucial da trama.

A chegada das duas dá vida à casa e o ambiente antes acinzentado e sujo começa a ganhar cor.

Em um de seus dias de trabalho no porão, Joaquin começa a ouvir barulhos estranhos vindos do galpão vizinho, o que atiça sua curiosidade. Ele começa a investigar e descobre que se trata de um plano para roubar o banco próximo a sua casa, liderados por Galareto(Pablo Echarri), os bandidos estão cavando um túnel que passa embaixo da casa de Joaquin, o que o deixa mais intrigado. Em sua investigação ele descobre que o plano é muito audacioso e que envolve pessoas poderosas como Guttman(Federico Luppi) que faz o papel de controlar a polícia e algumas pessoas que ele não imaginava e resolve tomar uma atitude para se beneficiar do roubo.

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O filme apesar dos clichês funciona muitíssimo bem, pelo excelente trabalho feito pelo Rodrigo Grande (Cuestión de Principios), diretor e roteirista do longa.

A trilha sonora e a fotografia dão ritmo ao clima de tensão aumentando mais ainda o suspense.

Ambientado dentro de uma casa e ambientes fechados durante quase todo o filme, dá um clima quase claustrofóbico e a junção de cenas de realmente tirar o folego, o filme consegue ser um suspense muito convincente.

Apesar de não ser o centro da história, o filme trata com bastante sensibilidade a fragilidade não só a física, no caso de Joaquin, como a psicológica de Berta e Betty. Não é exposto de forma escancarada a motivação desses personagens, mas com detalhes soltos durante o filme é possível entender a profundidade de cada personagem e o estreitamento de laços e o aumento da confiança entre si.

Mesmo com todos os clichês, que não minimizam em nada o longa, o filme não só consegue ser um suspense riquíssimo, como prende a atenção do início ao fim.

No fim do túnel é mais uma produção acertada desse rico cinema argentino.

 

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1 Comentário

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