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Crítica – Esquadrão Suicida

Publicado:   agosto 25, 2016   Categoria:Anime/Desenho Animado , Filmes e séries , Internet , OpiniãoEscrito por:Italo Goulart

Demorou, mas finalmente fomos assistir o filme e mais uma vez igual ao Batman V Superman o filme recebeu críticas demais e muitas delas totalmente fora de contexto e injustas, mas claro o filme não é perfeito, como nenhum outro baseado em quadrinhos é.

Primeiramente quero falar da alta expectativa sobre o filme de personagens que pouca gente conhece, de uma história que menos ainda sabe. Acho que baseado na “decepção” que foi o primeiro filme do ano da DC, todas as esperanças caíram para esse, e isso foi um grande erro, não da produtora, do diretor ou do roteirista, mas sim do público.

Críticas como a sexualização da Arlequina, do pouco tempo de atuação do Jared Leto como Coringa e de focar demais no Pistoleiro, tudo isso vou tentar explicar do meu ponto de vista aqui.

Então vamos lá.

Foto promocional do filme.
Foto promocional do filme.

Vou começar pela trilha sonora de tirar o chapéu do filme, logo nos primeiros minutos somos introduzidos á historia com a a excelente House of the rising sun da banda Animals, e depois teve de tudo de Eminem a Queen, e isso foi um grande acerto do filme, mesmo que por vezes caíssem no clichê de antecipar um momento de tensão ou mais descontraído entre os personagens. As composições do Steven Price nos remeteu as operas quase intermináveis do já citado Batman V Surperman, mas dessa vez eles souberam dosar bem.

A direção de David Ayer foi consideravelmente boa, principalmente nas cenas de ação, onde não usou de cortes muito rápidos fazendo que não entendêssemos o que estava acontecendo, mas a direção de Ayer foi prejudicada (mais uma vez) pelos demasiados cortes que fizeram na edição final, o que também prejudicou o roteiro de Ayer.

pistoleiro-e-arlequina

Como já era de se esperar, os atores mais caros roubaram a cena, Margot Robbie com sua Arlequina e Will Smith como Pistoleiro. Jared Leto nos trouxe um novo Coringa, que facilmente pode ter sido reduzido por nossa lembrança ainda recente de Heath Ledger e também prejudicado pelos cortes nas outras poucas cenas em que aparecia. Cara Delevingne encarnando a Magia teve uma grande importância na trama, mas foi subtraída pelo tanto de coisa acontecendo e só foi aparecer de verdade no final, mas a cena de transformação dela é de tirar o chapéu. Joel Kinnaman e seu Rick Flag conseguiram convencer e talvez seja um dos personagens mais fieis à hq, teve seu papel de importância e mostrou ao que vinha e o necessário, nada mais que isso. Os outros personagens foram menos explorados, talvez por questão de tempo ou simplesmente para a história focar no necessário, com exceção de Adam Beach que interpretou o Amarra/Slipknot que foi de longe o personagem mais subestimado e mal usado de toda a trama. E grandissimamente Viola Daves deu vida à uma Amanda Waller totalmente odiosa, escrota e maravilhosa, assim como ela é nas revistas em quadrinhos, foi o personagem mais bem produzido, trabalhado e explorado de todo o longa e isso claro se deve muito ao talento dessa atriz fantástica. Lista de filmes para assistir da Viola Daves

O desenvolvimento do filme é bem rápido e fluido, mas tropeça em alguns pontos por ter que apresentar personagens demais, o ponto mais fraco do filme é justamente a vilã Magia, que foi diminuída por pequenas outras tramas que acontecem no filme, tinha tudo para ser um personagem grande e inicialmente até agradou por mostrar toda sua força e poder, mas tudo isso mais uma vez se perde na hora do confronto final (em todos os filmes isso acontece, deveriam rever isso), o vilão sempre perde a força quando vai enfrentar os “mocinhos”.

Talvez numa tentativa  besta de cativar o grande público, lotaram o filmes de piadinhas e usaram o Capitão Bumerangue e a Arlequina para serem os alívios cômicos, num determinado ponto até que dá certo, mas eles se perdem ao não querer parecer um filme sério demais e usaram desses alívios em momento de  tensão, perdendo toda a credibilidade de certas cenas do filme. E com isso também erraram em querer humanizar e romantizar demais os vilões levando para a pior parte do filme, quando todos estão juntos num bar e que serve para estreitar um relacionamento fraternal que não deveria existir, mais um vez descaracterizaram os personagens.

Cena do bar. Creditos na imagem
Cena do bar. Créditos na imagem

Sobre o que falaram da sexualização da Arlequina: é um tanto de besteira, pois quase todas as personagens femininas desde sempre usam roupas pequenas e tudo mais, e no filme são pouquíssimas as cenas onde há um foco mais sensual da personagem.

Sobre o pouco tempo do Jared Leto no filme: vamos começar pelo princípio que ele não faz parte do Esquadrão Suicida e só está ali por um motivo, roubaram algo que é dele, a Arlequina, e todo a aparição dele foi justificada, mesmo apesar dos cortes que tiveram.

Sobre o foco no Pistoleiro: junto com o Capitão Bumerangue e o Tigre de Bronze são os personagens que duraram mais tempo nas revistas em quadrinhos e isso por si só já justifica muito, fora que ele já teve um pequeno affair com a Arlequina, que já foi um pouco explorado nesse filme.

Batman-R.I.P.-026

A atuação do Jared Leto foi convincente, ele não é nada parecido com nenhum outro que apareceu na grande tela e muito menos com o do Cesar Romero na clássica série. Ele teve referência de várias histórias e sagas, como End Game, Cavaleiros das Trevas de Frank Miller, Batman R.I.P de Grant Morrison, Piada Mortal do Alan Moore, Morte em Família por Jim Starlin, Coringa de Brian Azzarello entre outras. As que não aparecem nas vestimentas estão tatuadas na pele, dando uma dose cavalar de fanservice. Juntando um pedaço de vários Coringas que já estrelaram nas hq’s, temos o Coringa de Jared Leto, não vai entrar pra história como um personagem inesquecível pois ele não era o foco do filme, mas fez bem seu papel.

Coringa e Arlequina por Alex Ross, cena que foi usada no filme.
Coringa e Arlequina por Alex Ross, cena que foi usada no filme.

Com mais acertos do que erros, Esquadrão Suicida consegue divertir e convencer, mas que todos esperávamos mais, ah, esperávamos.

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[…] Lembrando que já fizemos nossa Critica Esquadrão Suicida. […]
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