Papo Torto
Pular

De onde vêm as ideias?

Publicado:   julho 25, 2016   Categoria:Cronica torta , Humor , Internet , Opinião , Vale o cliqueEscrito por:Jorgelândia

Seja qual for o texto, por mais diferente que sejam os assuntos, há sempre pontos em comum. Posto um texto por semana e nunca sobre a mesmo tema, afinal, a ideia é manter o papo torto. Apesar disso – ou graças a isso – agrego cada vez mais leitores que acompanham meu trabalho. De variados lugares, vários gostos e herança, cada leitor é uma ilha. E como o oceano que banha a todos, há uma pergunta unânime: De onde vêm os textos?

Recentemente cheguei à resposta que mais se aproxima do que possa ser a certa: Os textos semanais são estrelas ao contrário. Ao invés de um centro emitindo luz, uma junção de ideias e inspirações – mini raios de luz, que se encontram na hora “H”, no dia “D”, no limite da força que os atrai.

Posto na segunda o que bombardeia à mente. Às vezes por semanas, às vezes por um dia, talvez por horas. Depende da força que os empurra. Quem sabe um pouco sobre mim, sabe que sei e sabemos juntos que força não há capaz de enfrentar uma ideia cujo o tempo tenha chegado.

Assim como, infelizmente, força não há capaz de salvar uma ideia cujo o tempo tenha passado.

“para pegar a onda tem que estar
na hora certa, num certo lugar
deixe a onda te levar”

Ideias voam só, pensamentos voam em bando. Um puxando o outro, empurrando-os contra a parede do esquecimento. O termo “estrelas ao contrário” empurrou à memória uma frase do velho Freud: “temos que ficar abertos à possibilidade de um charuto ser só um charuto”. Temos de ficar atentos, talvez a estrela que enxergamos não é daquelas que emitem luz própria. Mas das outras que refletem a luz do sol. Temos de ficar ligados, tem muita gente por aí vendendo estrelas que não passam de fogos de artifício.

Se a violência travestida joga suas iscas estelares, há quem enxergue de cara todo placebo travestido de cura, todo puxa-saquismo travestido de humildade, toda humildade travestida de gente humilde, tanta gente iludida travestida de originalidade. A esses enxergadores bem-aventurados, força!

Aos velhos amigos que escrevem e aos novos amigos que precisam escrever, força! Constelações invertidas para vocês.

esta boca tem um nome
silenciado em lábios duros
esta boca que cospe flores
só mastiga pedregulho

 

Visualizacões:   56   Comentários:   10   Curtidas: 0

10 Comentários

25 de julho de 2016
Que texto complexo, cheio de frases que tive que ler mais de uma vez pra compreender. hahaha Coisa boa de se ler.
25 de julho de 2016
KKKKKK mordeu, mas depois assoprou Se não for assim não é a Jessica, a proparoxítona não acentuada. ;*
Sônia Maria Elias
25 de julho de 2016
Amei, amei, ameeeei. Meu favorito até agora. Força! ❤️
25 de julho de 2016
Força nas estribeiras, Cecília! um xero obrigado.
gabriela
25 de julho de 2016
Obrigada, meu amigo. Quem sabe não encontro o mapa para a minha constelação. Excelente texto!!!! Continue escrevendo, e eu vou tentando.
26 de julho de 2016
Tentando não! QUero ver resultados palpáveis. Um relatório na minha mesa em 5min. xx
soh comentar
26 de julho de 2016
Seu texto me fez lembrar do conceito de consciência coletiva - das idéias que "vivem" por conta própria e me surpreendeu na época que aprendi sobre a existência de um inconsciente coletivo. Muito loko a forma do desenvolvimento do raciocínio, do pensamento, das idéias. Nunca fiz Psicologia - desculpa qq informação incorreta. Vlw
26 de julho de 2016
quem é vivo sempre aparece. bom reve-lo por aqui, Soh Comentar. Apesar de também não ter estudado psicologia acredito na disseminação do inconsciente coletivo, na maioria silenciosa que se orgulha de não ter vontade de gritar, nada a dizer.
jukesseler
27 de julho de 2016
Que lindo! "Força não há capaz de enfrentar uma ideia cujo o tempo tenha chegado. Assim como, infelizmente, força não há capaz de salvar uma ideia cujo o tempo tenha passado". É assim mesmo! Ter o caderninho - ou o celular - do lado da cama disponível para qualquer insight que aparecer. Aprendemos juntos! hahahaha Parabéns, amigo :)
Jorge Loiola
28 de julho de 2016
Anotando tudo nem que seja na mente, sempre! vlw!
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