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Opinião- Warcraft

Publicado:   julho 5, 2016   Categoria:Filmes e séries , Games/E-Sports , Opinião , Vale o cliqueEscrito por:Italo Goulart

“Na era do caos, duas facções lutam pelo domínio. O próspero reino de Azeroth, onde os humanos que lá vivem tornaram a terra num paraíso, onde os cavaleiros de Stormwinde os clérigos de Nrothshire Abbey rumavam longe, servindo ao povo do reino com honra e justiça e na qual os bem treinados exércitos do rei mantiveram uma paz duradoura por gerações. Então vieram as hordas de Orcs. Ninguém sabia de onde vinham tais criaturas e ninguém estava preparado para o terror que espalharam. Os seus guerreiros empunhavam machados e lança com uma maestria mortal, enquanto outros montavam lobos negros tão escuros como uma noite sem lua. Inimagináveis eram os poderes destrutivos das suas malignas magias oriundas do fogo do submundo. Com um engenhoso arsenal de armas e magias poderosas, estas forças colidiram numa disputa de astúcia, inteligência e força bruta, em que o vitorioso reclamará o domínio de todo (a) Azeroth. Bem-vindo ao mundo do Warcraft. ” Wikipédia 

Esse texto acima resume bem a experiência desse primeiro encontro entre dois mundos e é a introdução do jogo Warcraft: Orcs & Humans de 1994.

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“A história possui dois enredos que são apresentados através da perspectiva dos humanos ou dos orcs, com doze cenários para cada lado. De espadas à magias, todos os elementos da fantasia clássica estão aqui para serem explorados: florestas exuberantes, calabouços escuros e pântanos borbulhantes aguardam as incansáveis tropas reunidas para lutar pelo domínio do mundo. Comande exércitos e unidades exclusivas como Cavaleiros, Arqueiros, Clérigos, Magos, Demônios, Elementais e Mortos-Vivos.”        Texto tirado do site da Blizzard

Como é bom sair satisfeito após uma sessão no cinema, isso vale todo o esforço e logística para chegar lá. Nos dá o significado de por que lá fomos e o por que ainda insistimos em ir e nos arriscar a perder nosso tempo. Ainda mais por termos passado tanto tempo sem um filme baseado em jogo que realmente nos satisfizesse, teve o Hitman: Agente 47 que foi legal, mas que não chega nem perto de ver um verdadeiro clássico sendo bem representado na grande tela.

Dirigido e co-roteirizado pelo excelente Duncan Zowie Hayward Jones, que dirigiu o também excelente Contra o Tempo (2011) e Lunar (2009), filho do falecido e genial David Bowie, que além dessas credenciais é um fã assumido do jogo, o que tornaria por si só a possibilidade do filme ser bom. E é!

O filme segue dois caminhos, assim como no jogo, temos a versão Orc e a versão Humana. Do lado Orc temos Durotan, o chefe do Clã Frostwolf que está fugindo com sua família e seu clã de Draenor, sua terra natal que está entrando em colapso e se tornou inabitável por culpa de uma magia chamada Vilania, que sem explicação começou a subjugar o lar deles. Com a chegada dos Orcs no reino pacifico de Azeroth, a paz e a prosperidade correm risco. E do lado Humano temos o Anduin Lothar, o Leão de Azeroth, comandante militar das forças humanas e auxiliar de guerra do Rei Llane Wrynn, que tem a missão de proteger e salvar os habitantes de Azeroth dessa nova e inesperada ameaça, os sanguinários Orcs.

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Só que o enredo é bem superior à luta entre bem e mal, bom e ruim, pois chega em certo ponto da trama em que humanos e orcs tem que vencer as rivalidades e desconfianças para combater um mal maior e isso nem é a parte mais legal do filme. Apesar do clichê aparente, o filme é um deleite para os fãs por conta de todas e tantas referências ou fanservices (como preferir), coisa que os não fãs reclamaram por não entender. O terceiro ato fecha bem, com um plot twist não esperado pelos menos atentos, e que já dá entrada para o próximo filme. Mas a luta mais importante fica um tanto abaixo do esperado, já que tem tantos grandes momentos de combate durante o filme.

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Os efeitos que tiveram que ser usados por demais, em nenhum momento compromete a produção, pois o filme por ter uma carga muito elevada de semelhança com o jogo, e tendo isso em mente, ficou muito bem feito e muito bonito de se ver.

Se você é fã, não sei por que ainda não foi assistir, e se você não é, vale muito a ida no cinema, mesmo com tanta referência, o filme se mostra muito eficiente em quesito diversão, que acho que o maior motivador de se ir ao cinema.

 

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