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#SEXTATORTA – Também é #SEXTADELAS: Claire Underwood

Publicado:   junho 24, 2016   Categoria:#SextaTorta , Feminista , Filmes e séries , InternetEscrito por:Letícia Cotta

Boa tarde, Caro Tortense! Pronto para mais #SEXTATORTA?

Recentemente, a ala feminina do nosso site resolveu protestar e dominar também a nossa tão sagrada sexta feira e, por isso, haverá uma série de “sextas de representatividades” – tudo isso enquanto os meninos aproveitam o dia de folga!

Então aperte bem o seu cinto, pegue já sua pipoca, e se prepare para a #SEXTADELAS! E é claro que não seria ninguém menos que Claire Underwood, para começarmos com chave de ouro.

Para quem não conhece, um breve resumo:

House of Cards é uma série de drama norte americana, baseada em uma série de mesmo nome, britânica, dos anos 90, e em uma série de livros de Michael Dobbs. A história é narrada por Francis Underwood (Kevin Spacey), que elabora um plano para tornar-se mais poderoso, junto à sua esposa Claire Underwood (Robin Wright).”
Sinopse de House of Cards, feita pelo IMDB.

Publicidade da 4ª Temporada de House of Cards. Fonte: internet.

A série teve a estreia da quarta temporada em março, e foi renovada para a quinta já em janeiro deste ano. Mas não é sobre ela que iremos falar – e sim de um fator em comum, que teve grande destaque, participação, e desenvolvimento psicológico na trama.

Claire Underwood. Claire Hale-Underwood. Claire Hale…

Ou só Claire, aos mais íntimos.

Claire Underwood (Robin Wright). Fonte: Internet.

Para quem não sabe o que significa ser a “primeira dama” dos Estados Unidos da América, ou como o termo foi utilizado e debatido na série: basicamente, indica uma posição de “consorte” – você não é visto como “você”, e sim como “a pessoa de fulano” (ou seja, sempre tem a imagem ligada à dessa pessoa, de um jeito ou outro).

E é com isso que Claire se debateu a temporada inteira, de forma mais explícita: “como provar que sou muito mais que apenas a primeira dama? Como ir além do que eles esperam que eu faça? Por que ficar só acenando com sorrisos falsos se eu posso fazer mais?
Ok. Mas como ela conseguiu se tornar a personagem mais complexa e importante da série?

Resposta: Além de bater de frente, com o peito todo estufado, com o então presidente dos Estados Unidos da América e quase-ex-marido? Comprar briga com representantes políticos do Texas (onde a desigualdade entre negros e brancos é a maior, além de ser conhecido como um dos lugares mais conservadores de lá), lidar com a complexidade familiar, além de doenças e rótulos dados às mulheres da atualidade, dentre outros casos.

E ela nos representa com louvor.

Seremos breves, para evitarmos spoilers (mesmo que já se façam dois meses do lançamento da temporada): Claire representa a ambição que toda mulher tem, a necessidade que temos de provar que não somos apenas “rostinhos e corpos bonitos” – mas mentes sagazes e fortes, que não são nada próximas da histeria ao qual somos frequentemente associadas.

Isso sem contar a eterna dúvida entre família e profissão, que foi exposta na temporada anterior.

Imagem promocional. Fonte: Internet.

A personagem coloca Frank no bolso, coloca Petrov e a então representante norte americana no chinelo. E, assim como em Game of Thrones, House of Cards mostra que não existem personagens 100% bons ou 100% ruins – Claire faz tanto o aspecto negativo (enchendo a porra do saco de Frank a temporada quase toda, mostrando seu lado cruel para com a mãe, etc), quanto positivo (a diplomacia, a classe, o carisma, o amor sincero, dentre outros).

E sim que existem, na verdade, aspectos de bondade e maldade em cada um de nós.

O que esperar dela na próxima temporada, então?

“Liderança de verdade não é fugir daqueles que discordam da gente, mas ir ao seu encontro –  a diversidade de ideias nos deixa mais sábios” UNDERWOOD, Frank. House of Cards S04E06: Chapter 45.

Assim como na frase acima, é possível que vejamos uma Claire ainda mais líder, no que se remete às necessidades dos Underwood – apesar do clichê “atrás de um homem poderoso sempre existe uma grande mulher”, a personagem se encontra muito mais à frente da política que o próprio Frank, daí a “inversão de papéis”.

E a constatação, óbvia, de Underwood: é o oposto, ele quem não existe sem ela, desde a primeira temporada.

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2 Comentários

[…] nisso, se liga nessas três últimas sessões de #SEXTATORTA: #1 Claire Underwood, #2 Daenerys Targaryen e #3 Cersei […]
[…] uma boa conversa de bar! Falando nisso, se liga nessas três últimas sessões de #SEXTATORTA: #1 Claire Underwood, #2 Daenerys Targaryen, #3 Cersei Lannister e #4 Harley […]
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