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A representatividade de The 100 e o motivo de suas renovações

Publicado:   junho 9, 2016   Categoria:Feminista , Filmes e séries , Internet , Opinião , TV , Vale o cliqueEscrito por:Letícia Cotta

Olá, caro(a) tortense!

Já faz um bom tempo desde nosso último encontro, não é verdade? Mas tudo isso tem um bom motivo: encontrar assuntos de qualidade e que possam, de fato, cativar!

Então sente, se acomode, porque lá vem mais um textão!

Ah, e mais uma coisa: cuidado, podem existir spoilers (bem sutis). A partir daqui, você segue por sua conta e risco.

 

Poster oficial do canal The CW: The 100. Fonte: Internet.

Antes de mais nada, saiba que a série televisiva “The 100” (do inglês “The Hundred“) foi baseada em uma trilogia da escritora Kass Morgan, sendo eles: Os Escolhidos (volume 1), Dia 21 (volume 2), e De Volta (volume 3). Sim! Os que quiserem saber mais, à fundo, da história ainda têm uma alternativa – pois a série fez algumas mudanças radicais.

Set 97 years after a nuclear war has destroyed civilization, when a spaceship housing humanity’s lone survivors sends 100 juvenile delinquents back to Earth in hopes of possibly re-populating the planet. (Em tradução livre: “97 anos depois de uma guerra nuclear destruir toda a civilização, quando uma nave espacial é a casa dos humanos sobreviventes, 100 jovens delinquentes são enviados de volta à Terra com a esperança de possível repovoação do planeta“)
Sinopse encontrada no IMdb

Além de uma excelente trilha sonora de abertura (que já deixa o telespectador tenso), a série mantém histórias bem amarradas (com exceção de um ou dois personagens) e personagens críveis, extremamente humanos – créditos que talvez devam ser dados, todos, à autora dos livros. Mas não é exatamente esse o foco da matéria em questão.

Passando pelos efeitos terríveis (e alguns erros de continuidade e física) na primeira temporada, a série foi renovada para a segunda e finalmente mostrou a que veio: para, diferentemente de séries como a aclamada The Walking Dead, mostrar a luta pela sobrevivência não apenas contra humanos ou criaturas místicas, que desafiam a lógica – mas a união da própria população, o eixo que nos mantém unidos, quase como rebanho. O porquê os seres humanos são criaturas extremamente sociáveis (como visto em um caso específico na terceira temporada, onde um personagem quase enlouquece sozinho) e como nós temos a propensão de nos auto-destruirmos (e, geralmente, tudo a nosso redor também), sem que a natureza faça absolutamente nada.

Além disso, The 100 também tem pontos extremamente fortes no que se remete à realidade: a pluralidade sexual, especialmente, não é vista como um tabu – os produtores, diferentemente de Game of Thrones, não exploram a sexualidade de ninguém a fundo ou como algo apenas devasso. Ali, a pluralidade sexual é uma forma de amor – de sanidade, sobrevivência, e acima de tudo, apego. A malícia é deixada de lado e a pureza dessas relações toma sentido, a partir do momento em que nenhum outro personagem demonstra nojo da situação.

Ninguém se mete na vida do coleguinha, porque cada personagem tem o mesmo objetivo e problema: sobreviver. E, para isso, precisam de aliados.

BÔNUS: SIM! EXISTEM MULHERES NEGRAS NO COMANDO E QUE SÃO BEM RETRATADAS NA SÉRIE!!! E não, nenhuma mulher até agora ficou falando sobre homem!

É uma série extremamente fascinante, tanto para o público feminino quanto masculino, justamente por manter um equilíbrio entre história, relacionamento, e ação. Claro, e acima de tudo, a lógica também. Fácil de fazer uma maratona – em momento algum parece fazer o tempo se arrastar, pelo contrário – e de assistir (ou se identificar com algum personagem).

The 100: “The future is more than survival” (“O futuro é mais que apenas sobrevivência”). Fonte: Internet.

Além da questão de sua representatividade às minorias, a série abre a discussão sobre o significado da sobrevivência em contrapartida da sanidade, como exposto em um de seus cartazes da terceira temporada: “The Future is more than survival” (em tradução livre, “O futuro é mais que apenas sobrevivência”). O que prova que não foi à toa que a série foi criada por uma autora formada em história.

Kass Morgan propõe a reflexão sobre a espécie humana, em todos os sentidos possíveis: 1) O que fazer depois que a sobrevivência já está, mais ou menos, garantida?; 2) Como se estabelecem as regras?; 3) Como, e porquê, alguém se torna um líder?; 4) E, por fim, qual foi o início de toda a burocracia social e as leis existentes na nossa sociedade atual?

Baseado em tudo isso, caro leitor torto, nós damos “8 esquadros de 10 réguas” (8/10) à série. E não se assuste se, em um desses dias, você encontrar a bios de algum personagem na #SextaTorta!

Visualizacões:   207   Comentários:   5   Curtidas: 0

5 Comentários

10 de junho de 2016
Bacana!
10 de junho de 2016
Tem na Netflix!? :D
10 de junho de 2016
Somente a primeira temporada! :P
Sônia Maria Elias
13 de junho de 2016
Já sei qual série começar a assistir. Valeu, Jorge.
Sônia Maria Elias
13 de junho de 2016
Letícia*
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