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Guerra Civil – Muito além das hashtags #teamcap #teamiron

Publicado:   abril 30, 2016   Categoria:Filmes e séries , OpiniãoEscrito por:Dick Farney

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Anteontem (28.01) foi a estreia de Capitão América – Guerra Civil. Depois concatenar meus sentimentos com minhas opiniões e impressões sobre ter presenciado essa estreia, quase 48 horas depois resolvi escrever algo para compartilhar o meus pensamentos.

Queria começar dizendo que esse é, sem sombra de dúvida, o melhor filme que a Marvel fez desde que iniciou sua jornada pelo universo cinematográfico. Essa não vai ser uma publicação com datas e termos técnicos de cinema e informações precisas e analíticas. Não. Quero apenas conversar com vocês sobre a maravilha da sétima arte que assisti.

Capitão América – Guerra Civil demonstrou uma maturidade e um desenvolvimento que ouso dizer que superou a trama dos quadrinhos. Isso mesmo! Se você leu os quadrinhos e conhece a saga Guerra Civil, tenho uma dica para você quando se sentar em frente a telona: ESVAZIE-SE!

É isso aí! Esvazie-se e prepare-se para ver outra história. E se você não leu os quadrinhos: prepare-se. Com um roteiro impecável e invejável, CAGC transformou o núcleo da história original dos quadrinhos em um conto de ombridade, parceria, amizade, lealdade, erros, humildade e arrependimento. Tudo isso com cenas de muita pancadaria em ação ininterrupta e escapes de humor com timing perfeito.  Aliás, o timing de tudo no filme é sublime.

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James Buchanan Barnes (Bucky) desenvolveu-se com maestria mostrando a sensibilidade do famigerado vilão de Capitão América – O Soldado Invernal. O desvendar da história sobre o que houve com ele enquanto sob poder da Hidra, o redime de seus atos, mas não de todos. A empatia é traiçoeira nesse filme e durante todos os 147 minutos da super produção, sua estima pelos personagens se vê numa montanha-russa LITERALMENTE.

Marvel's Captain America: Civil War L to R: Iron Man/Tony Stark (Robert Downey Jr.) and Winter Soldier/Bucky Barnes (Sebastian Stan) Photo Credit: Zade Rosenthal © Marvel 2016

A desavença entre Steve Rogers (Capitão América) e Tony Stark (Homem de Ferro) evolui entre as amenidades, alguns socos, mas sempre seguindo um ritmo de aceleração constante até literalmente explodir em um dos plot twist mais FODIDOS que já assisti. A ligação Capitão-Bucky (bromance, no sentido mais claro da palavra) e Stark-Rhodes, define a pressão sobre os personagens em momentos de tirar o fôlego.

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No meio disso tudo temos uma Natasha Romanoff (Viúva Negra) resoluta, porém visivelmente indecisa. Nas variantes entre quem apoiar ela se equilibra na amizade com Rogers e Barton (Gavião Arqueiro) e insiste pela razão sobre o tratado de Sokovia. Ainda assustada sobre seus poderes e sobre sua participação em eventos fora de seu controle, Wanda Maximoff (Feiticeira Escarlate) está sozinha neste mundo exceto pela presença constante de Visão, que visivelmente nutre não um sentimento, mas uma proximidade com a jovem moça (quando assistirem o filme vão saber do que estou falando).

Um show a parte para a aparição de T’Challa (Pantera Negra). A suavidade dos seus movimentos transforma em um prazer vê-lo entrar em cena. Dotado de uma pose real, ele é realmente uma ameaça para seus inimigos e durante todo o filme fica a milímetros de saciar seu desejo de vingança, mas é sempre interrompido no curso.

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O núcleo cômico da obra foi competente. Peter Parker (Homem-Aranha) e Scott Lang (Homem Formiga) simplesmente aquecem as cenas com gargalhadas certeiras e participações dignas de recém-heróis. São pessoas que literalmente caíram de paraquedas no meio de uma briga de proporções muito maiores que eles mesmos. E ainda sim, fazem uma participação tão marcante que você deseja por alguns instantes que o filme pare, e comece outro filme de um dos personagens em questão. A dobradinha Parker-Lang é poderosíssima e muito bem dirigida, já que evita que você não coma somente as unhas mas o braço inteiro.

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O romance inserido no filme (como se ninguém soubesse que teria um de tão evidente) não impressiona. Em nenhum momento rola aquela expectativa de que vai rolar um beijo. Na verdade, foi um momento de riso solto dentro da sala de cinema. Todos estão tão envolvidos na trama que se apresenta que ninguém entra no clima “Titanic”. Estávamos perplexos nas poltronas; entregues àquela trama profunda e visivelmente ansiosos.

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Você vai rir, chorar e se emocionar assistindo CAGC. Vai perceber que com extrema sensibilidade, os irmãos Joe e Anthony Russo colocarão toda aquela rivalidade natural de #teamcap e #teamiron em cheque. Uma obra além de seu título. Um filme além das hashtags. Um vislumbre que nenhum filme de super heróis até hoje conseguiu alcançar.

O único spoiler que me atreverei dar a vocês leitores, é que as Cataratas do Iguaçu aparecem no filme. No mais só desejo a todos a mente aberta para estar muito além das hashtags.

Visualizacões:   37   Comentários:   3   Curtidas: 0

3 Comentários

30 de abril de 2016
Já vi e ouvi enxurradas de elogio á produção, mas talvez tenha sido demais compara-la e mais ainda superiorizá-la ao que foi feito na hq, apesar de ainda não ter assistido, acho pouco provável. A cada post fico mais ansioso para assistir esse filme....
2 de maio de 2016
A comparação com a HQ, eu também acho um pouco difícil, mas justamente pelo fato de que o filme se sustenta com os eventos dos outros filmes e cria a sua guerra própria. Assistir ao filme esperando muita coisa relacionada a HQ pode ser frustante. No entanto, essa forma do filme não precisar da HQ como sustentação, e sim um empréstimo do nome, é uma das coisas que mais me alegraram no filme. A gente tem a sensação de fechamento do ciclo "Bucky". e a obrigatoriedade de resolução entre as personalidades de Stark e Rogers.
2 de maio de 2016
Sem dúvidas vai ocupar o 2 lugar no pódio dos melhores filmes da Marvel. Que homem aranha! Que pantera! Que filme looooooooko!
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