Papo Torto
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Um macho chamado Dilmão

Publicado:   março 25, 2016   Categoria:Cronica torta , HumorEscrito por:@bdiel

Dilmateu era um macho diferente.
Curtia sua Dalila, mas achava que faltava algo naquela relação.
Sei lá, um pênis, talvez.

Dilmão – sim, era assim que o patuléia a chamava – juntou dinheiro, juntou, economizou, rapou a poupança, vendeu o velho Chevette – passando a pedalar pela city – e partiu pro deserto rumo ao Marrocos. Queria satisfazer mais e mais Dalila. Faria uma operação de troca de sexo implantando uma bela duma piroca no lugar do combalido rachão que tinha entre as pernas fortes e não depiladas.
Dalila vibrou.
Teria dentro de si, algo como o símbolo fálico e verdadeiro de sua amiga e companheira. Afinal estavam casadas há exatos 7 (sete) anos. De convivência e tolerância mútuas entre gritos, gozos, esporros homéricos, te amos de boca-a-boca, me chama de lagartixa disléxica meu bem! Sussurrando dentro do ouvido entre lambidas, línguas afoitas, dedos, dédalos, dentes e o caralho a quatro, esse louco amor desfilava noite afora/noite adentro. Porque em se tratando de foda, foda entre duas mulheres bem resolvidas é tudo ou nada. Ou melhor, é tudo e mais um pouco.
– É phoda!
Criavam uma gata chamada Felipa.
Mansa, gorda, preguiçosa e que odiava ratos, mas quando devidamente excitada por uma das duas donas, virava um bicho. Subia nas paredes evidenciando que aquela noite tinha jogo . . .

E jogo bem jogado era quando Dilmão “vestia” sua capa-cacete e tentando penetrar Dalila com El Pirocão-Crocante (era esse o apelido do bimbo) uivava feito louca no cio-eterno da convulsão amorosa entre as duas criaturas.
Era bonito ao tempo que tenebroso esse ato – coito louco – de amor.
Bom, voltando às vacas sem sexo, Dilmão rumou pra Casablanca à procura do Dr. Said Bin Absallan, um renomado urologista e sua equipe de acompanhamento psicoterápico que daria o OK favorável e o real diagnóstico sobre sua transexualidade para fins operatórios.

US$ 25,000.00 seria o custo de sua felicidade.
Como ainda não tinha a totalidade desse valor o jeito foi Dilmão apelar pra prostituição para juntar o que faltava.

O tempo passando, ela se exibindo em cabarés de baixa renda – estamos falando de porto – rodando de pau em pau, coxa em coxa, buça-a-buça e o desejo de operar foi ficando morto como sua lembrança do Brasil, de Dalila, de se operar, de por um pau verdadeiro entre as pernas roliças e cabeludas. Enfim, de se assumir um verdadeiro homem. Que era o que ela imaginava ser.


Cartas do Brasil (e-mail, zapzap & instagran)

Pra toda Dalila que se preze a sempre um Sansão de pau na mão. Como demorava a receber/responder os anseios de Dáu!, Dilmão foi ficando quieta em seu muquifo marroquino sempre entre marinheiros, putas, rufiões e contrabandistas de armas, mulheres brancas e outras espécies de pós.

O tempo é irreversível e chato pra carái quando dele não se tira proveito. Vai daí que Dilmão conheceu Apolôn Frank. Um judeu-tchetchênio de marca na cara e piroca descomunal. Foi amor à primeira picada. Quando o efeito do pico se fez a vara gemeu entre as carnes de Dilmão que do prazer tirou a máxima do fundo de sua solidão.

Sim, era aquilo que sempre buscou: um homenzarrão grande e descomunal com poder de dominá-la e fazê-la sentir-se como ser nenhum tinha conseguido. Fora homem ou mulher. Limpo ou viciado. Apenas um ser excrotal e subitamente amoroso dentro do que aquele ato conseguia expressar.

Virulência, demência e compaixão jorravam dos urros e litros de porra que Apolôn despejava sobre as carnes de Dáil (assim ele se expressava), enquanto trôpegos de foder ao extremo e loucura dos mais diferentes opiláceos, envolviam aqueles mequetrefes corpos.

. . .

Cá entre nós, tenho certeza que Dilmão fez sua operação e que enrrabava de maneira brilhante as carnes de Apolôn que, louco de tesão não distinguia – nem fazia por onde – sua dose de prazer e luxúria quando dividia pico e pica entre os lençóis rotos na beira do cais de Casablanca.

Moral da estória – Gozar com pau dos outro no cu é brinquedo!

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