Papo Torto
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#PAPO10 – 20 anos sem os Mamonas Assassinas

Publicado:   março 1, 2016   Categoria:Cronica torta , Música , OpiniãoEscrito por:Jorgelândia

Oscar, Di Caprio, Glória Pires… esses são os personagens da semana. Claro, com razão, cada um com sua importância. Mas o tempo passa e logo outros personagens vão passar a frente e tomar de assalto o sucesso e a atenção. Claro, com razão, assuntos vem e vão.

Contrariando a regra, ou sendo a exceção que a confirma, existem coisas insubstituíveis, personagens que ninguém consegue tomar o lugar. E hoje é dia de relembrar um deles. Na verdade, são cinco. Uma banda, um time. É com saudade que lembramos da banda que precisou de apenas 7 meses para deixar seu nome marcado na história e na memória de um país.

Dia 02 de março de 1996, um acidente aéreo resultou na morte da banda de rock/pagode/baião/brega, os Mamonas assassinas. Na volta de um show em Brasília o jatinho que os músicos estavam se chocou com a Serra da Cantareira em SP e…. fim.

Hoje, 20 anos depois, a banda mantém recordes, fãs e deixa saudades. A irreverência no palco – e fora dele, as letras engraçadas que parodiavam clássicos do rock, heavy metal, baião, pagode e a sinceridade que faziam tudo isso foram o segredo do sucesso. Nenhuma outra banda nacional havia feito ou fez algo parecido. Os Mamonas Assassinas serão eternos e únicos que, de tão bons, resolveram leva-los logo lá para cima, animar os deuses.

Como forma de homenagear a banda, segue algumas curiosidades sobre eles.

1 – Os seios estampados na capa do único CD são da atriz/modelo Mari Alexandre;

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2 – O álbum tem apenas 39 minutos e praticamente todas as músicas eram paródias;

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3 – Ganharam o certificado de Disco de Diamante, vendendo mais de 3 milhões de cópias;

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4 – A banda chegava a fazer 3 shows por dia, cobrando o valor de R$ 70mil;

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5 – Entre outros prêmios, a música “Pelados em Santos” ganhou o Troféu Imprensa como melhor música de 1995 e a banda levou o prêmio de revelação do ano;

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6 – Duas músicas viraram temas de novela: “Sabão Crá Crá” era tema de Mocotó (André Marques) em Malhação 1996; e “Robocop Gay” fez parte da trilha sonora de “Caminhos do Coração”, da Record, em 2007; 6

7 – Em 1995 as músicas “Vira-Vira” e “Pelados em Santos” foram, respectivamente, a segunda e a terceira mais tocadas no Brasil, ficando atrás apenas de “Take a Bow”, da Madona;

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8 – O nome do vocalista Dinho era, na verdade, Alecsander;

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9 – Até o símbolo da banda era uma paródia. Brincadeira com o símbolo da Volkswagen;

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10 – As referências musicais são:

Vira-Vira: Paródia das músicas “Bate o pé” e “Arrebita” do cantor português Roberto Leal.

Chopis Centis: os punks do The Clash são parodiados na faixa em questão. Os riffs iniciais lembram “Should I Stay Or Should I Go”.

Uma Arlinda Mulher: o título da música é uma brincadeira com o filme “Uma Linda Mulher”, com Julia Roberts. Nesta, o tecladista Julio Rasec faz referência ao estilo vocal do cantor Belchior (presente na parte final da música).

Cabeça de Bagre II: a experiência em repetir a quinta série, foi a inspiração de Dinho em compor a música. Seu título parodia o clássico álbum dos Titãs, “Cabeça Dinossauro”. Nela, o guitarrista Bento Hinoto faz em um de seus solos de guitarra uma referência à risada do Pica-Pau e “O Passo do Elefantinho (Baby Elephant Walk)”.

Bois Don’t Cry:  dessa vez a paródia é com a música “Boys Don’t Cry”, do The Cure. A letra aborda tema constante na música sertaneja: a traição. Há um trecho da música que lembra “Tom Sawyer”, clássico do “power trio” canadense, Rush.

Débil Metal: a única música em inglês da banda. Aqui, eles fazem trocadilho com Heavy Metal com a expressão “débil mental”. É também de uma forma de sacanear aqueles que ouvem música pesada e não entendem nada de seu conteúdo. Tanto que Dinho diz: “Shake your head, sucker!”, ou seja, “Agite sua cabeça, otário!”

Lá Vem O Alemão: o título é mais uma sátira. Desta vez, se dá em virtude a um grande sucesso da época do grupo Cravo e Canela: “Lá Vem O Negão”. Além disso, Dinho debocha das linhas vocais de Netinho (do Negritude Jr.) e Luiz Carlos, líder do Raça Negra.

Robocop Gay: homenagem ao personagem do humorista/apresentador/escritor/poliglota Jô Soares, Capitão Gay.

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18 Comentários

Janaiola
1 de março de 2016
Foi escrita uma peça (que ja está sendo ensaiada) que promete rodar o Brasil para contar a história dessa banda fantástica para a geração que não teve a chance de conhecê-lo, e é claro, matar a saudade dos que tiveram esse privilégio!
1 de março de 2016
Paranbens, você viu o Fantástico.
Mila
1 de março de 2016
Nossa tchuco, melhor texto, amei as curiosidades, não sabia das paródias... E só pá constar... Quem diria, que você teria alguma utilidade na vida! Uhul 2bjos
1 de março de 2016
Uhuulll! Venha se surpreender sempre kkkk
Jessica Barbosa
1 de março de 2016
Interessante, 90% de novidades pra mim!
1 de março de 2016
Tem como ser novidade mesmo falando do q é antigo
Keila
1 de março de 2016
Pouco tempo de carreira ... não sabia disso. Vivendo e aprendendo.
1 de março de 2016
Isso aí, Keila. O importante é aprender
Mariana Valentim
1 de março de 2016
Recordar é viver! E é recordando que mantemos os Mamonas bem vivos em nossas memórias. Bacana é o misto de tristeza e alegria que nos causa essa lembrança. Para mim, Mamonas serão eternos.
1 de março de 2016
Quem viu, viu. Quem não viu... Escuta falar. Para sempre mamonas
Felipe Bezerra
1 de março de 2016
O mais interessante dessas histórias que já faz tantos anos que aconteceu ou existiu é o fato de mostrar para nós o quanto já estamos velhos. Kkkk Confesso que as curiosidades são bem interessantes, acho que só sabia do símbolo da Volks. Interessante também é ver como uma banda completamente diferente de tudo, pôde em tão pouco tempo fazer o sucesso que fez. A maior curiosidade que tenho é se eles, se vivos fossem, continuariam fazendo tanto sucesso e o que um pouco mais de tempo de carreira dos Mamonas poderia influenciar mais na nossa geração.
2 de março de 2016
Verdade! Eu ainda não tinha parado para pensar o tamanho da influência que eles nos trariam caso tivessem mais tempo para trabalhar.. acho que seria ótimo. Mas... num rolou
Wiliam Amorim
2 de março de 2016
Insubstituíveis! Valem a pena serem lembrados. As músicas, o legado que fica, até hoje diverte nossos fones, rodas de amigos. Parece que as paródias viraram referências.
3 de março de 2016
Para sempre nos nossos fones!
Adryane Esther
9 de março de 2016
Caraca, sou muito fã dos caras! Eles se foram eu tinha apenas 2 anos e meio de idade, mas mesmo assim eu cresci apreciando o trabalho deles. Muito bom descobrir curiosidades sobre esse mito.
Gabriela
16 de março de 2016
20 anos! Me lembro exatamente do dia. Muito triste. Interessante lista de curiosidades, não conhecia a maioria.
Sônia Elias
19 de abril de 2016
Invejinha de quem teve chance de ir aos shows. Eternos e únicos, muito bem colocado. Seria pedir muito eles voltarem e nos fazer sorrir em meio a tantos problemas ?
19 de abril de 2016
Um dos poucos shows que também sinto por não ter ido... Por um mundo com os mamonas de volta, eu voto SIM!
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