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Deadpool – Crítica

Publicado:   fevereiro 17, 2016   Categoria:Filmes e sériesEscrito por:Italo Goulart

Um dos filmes mais esperados do ano finalmente chegou, Deadpool! Contando a história do mercenário Wade Wilson, ex-integrante das forças especiais que atualmente ganha a vida entre um contrato e outro, levando uma vida totalmente sem sentido e apagada. Entre idas e vindas, ele conhece Vanessa(Morena Baccarin), jovem prostituta com quem começa inicialmente um relacionamento sexual e que posteriormente vira um romance, o qual da o plano de fundo para toda a trama. Wade e Vanessa tem uma vida amorosa bem ativa, como bem explicitamente mostrada no decorrer do filme, até a descoberta que Wade tem um câncer em estágio terminal, que certamente o levará a morte. Sem expectativas e escolhas, aparece uma oportunidade inusitada de cura, que consiste num tratamento que alem de cura-lo irá dar poderes mutantes, comandada por Ajax(Ed Skrein), Wade acaba por ser seduzido pela proposta, para assim continuar a vida com sua amada. Mas nem tudo sai como planejado, e aquele que lhe deu a cura, é culpado por seu agora maior problema,  ter “a cara de um abacate que transou com um abacate mais velho ainda”, e com esse desejo de vingança que Deadpool traça a história do filme.

Deadpool-primeira-imagem
O diretor estreante TJ Miller consegue fazer uma história bem fluída, com flshbacks necessarios e bem pontuais, contando o passado não só de Wade como o de Deadpool, um dos grande pontos da direção, mas o uso em demasia do efeito de slow motion acaba por vezes tirar a imersão das cenas, mas foi muito bem utilizado em sua grande maioria.
O ambiente é muito bem exploarado nas batalhas,apesar das poucas instalações onde foram filmadas, conseguiram usar com precisão vários detalhes, como aquele do corpo preso na placa (aparece no trailer, não é spoiler!).
O Ryan Reynolds deu vida á um Deadpool que em contraponto áquele de Wolverine Origins, conseguiu redimir daquela coisa monstruosa(em todos os quesitos),caracterizou um personagem crível e incorporou bem o mercenário tagarela, que talvez só ele tivesse tal capacidade. E por falar naquele Deadpool sofrivel, um dos maiores pontos do filme são as piadas secas sobre, não só aquela aberração como tambem ao Lanterna Verde que o Reynolds vai ter que levar pra sempre o fardo daquela produção falha, mas pelo menos rendeu boas piadas no filme. A Vanessa(Morena Baccarin) teve seus momentos fortes, com piadas no mesmo nível que o protagonista, mas por enquanto ela só foi mais um elemento para o bom desenrolar do filme, será que podemos esperar ela como a Copycat/Mimica na continuação já confirmada?
A fluidez do filme só é perdida quando temos a história de origem do personagem, onde mais é usada a “quebra da quarta parede” e o excelente uso da metalinguagem, que nos dá uma intimidade muito maior ao personagem e sua história até ali. O CGI usado para dar expressões para o Deadpool foi uma caracteristica muito bem utilizada pra dar mais emoção ao personagem e que foi usada com perfeição.
Outra grande acertada do filme foi em não descaracterizar o traje do personagem,uma das adaptações mais fiéis aos quadrinhos até agora e não cairam no pecado de querer dar a ele uma nova roupagem, utilizaram bem disso nos uniformes dos Xmen,Colossus(Greg LaSalle) e da Negasonic Teenage Warhead/Míssel(Brianna Hildebrand), que tiraram o excesso de couro e deram uma roupa mais “esportiva” e condizente como universo que eles estão inseridos.
E apesar das tantas criticas aos clichês usados nos filmes do gênero, não podiam não usar alguns, como a donzela em perigo, explosões á la Michael Bay no ápice do filme e uma história de amor como âncora para o desenrolar da história.
As músicas que compõem o filme foram excelentemente escolhidas, não só para aumentar o apelo cômico e sarcástico como também para embelezar e dar uma profundidade emocional nas horas certas.
E mesmo com tudo rolando do jeito que o Deadpool gosta, temos o problema que leva Wade Wilson a se tornar o Deadpool, que é o cancer em fase terminal que ele tem que enfrentar, que nos mostra a parte frágil do ser humano, com todos os seus medos e suas escolhas limitadas que o levam recorrer á um tratamento que trazem possibilidadesde cura,mas que acabam levando pra um caminho que ele não esperava.

O filme em si, quebra totalmente a pegada que os filmes de heróis e os ultimos filmes baseados em histórias em quadrinhos tem sido trabalhada, com seu humor negro,o sangue jorrando para todos os lados, cenas de sexo e nudez vai em caminho contrário aos filmes de heróis mais cultuados e abre uma brecha e uma oportunidade incrível para novos filmes, como Wolverine 3 que vai ser lançado em março de 2017, que já tem a possibilidade de vir com mais violência e afins e está sendo pensando com a mesma classificação indicativa de Deadpool.

deadpool

Deadpool desde sua estréia vem quebrando recordes de arrecadação, em sua semana de estréia se tornou o primeiro filme com essa classificação etária a ultrapassar a marca dos U$ 100 milhões, com a marca atual de U$135 milhões já ultrapassou também filmes com faixa etária menor do mesmo gênero(13 anos), como “Homem de ferro”(U$116 milhões) e “Capitão America-Soldado Invernal”(U$95 milhões) e já se tornou a maior estreia da 20th Century Fox.

Deadpool estreou dia 12 de feveiro de 2016 e se você ainda não assistiu, corre!

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1 Comentário

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