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Vamos falar de Lúcifer

Publicado:   fevereiro 13, 2016   Categoria:Sem categoriaEscrito por:Italo Goulart

Calma minha gente, não precisa tirar as crianças da internet, estou falando do Lúcifer gente boa, bonitão, metido a galã inglês, tem nada a ver com aquele da bíblia e pouco com aquele da hq a qual ele foi baseado…mas enfim, estou falando da nova serie da FOX, roteirizada e desenvolvida pelo Tom Kapinos(Californication), adaptada dos personagens criados por Neil Gaiman, Sam Keith e Mike Dringenberg,  da Editora Vertigo(uma divisão da DC) que narra a historia de Lúcifer Morningstar, que cansado de reinar soberanamente e tediosamente o inferno,  resolve sarcasticamente ir para Los Angeles abrir uma boate e ver, cobiçar e se aproveitar das pessoas. Acompanhado pela sua consorte e assistente Mazikeen.

Lúcifer(nas hqs), depois de ser banido do céu por se rebelar contra Deus, foi mandado ao inferno com aqueles que participaram desse “motim”. Lá Lúcifer participa do Triunvirato do Inferno, composto por Beelzebud e Azazel, que estão ali para punir almas e liderar as hostes infernais. Até que um dia Lúcifer resolve largar tudo, expulsa todos do inferno e tranca as portas, indo pra L.A abrir uma boate chamada Lux.  Com ele vai Mazikeen, uma das Lilim que são crias da deusa judaica Lilith, devotada aliada e amante de Lúcifer, ela o acompanha para a vida entre os meros mortais, sendo, na maioria das vezes a linha de frente de Lúcifer em situações de risco, leva em sua face uma máscara que esconde metade de seu rosto esquelético e dilacerado, que dá á ela uma fala inteligível(Neil Gaiman escreveu os dialogos dela como se ela usasse só a metade da boca, e usou o som do que ela estaria falando).
E por conta do abandono das suas obrigações, o anjo Amenadiel é enviado para convencer Lúcifer á voltar ao inferno, pois sem ele no comandando, irá causar um desequilíbrio(da força?) entre os reinos.

Lucifer

Na série, usando L.A como base para as suas “férias”, Lúcifer(Tom Ellis) que a principio está ali só pra curtir a vida(adoidado) junto com a sua consorte Mazikeen(Lesley-Ann Brandt) na boate Lux. Numa noite ao ver uma pessoa que ele ajudou a subir na vida ser assassinada na sua frente, decide fazer justiça com as próprias mãos e dar ao assassino o devido castigo como somente ele, senhor do inferno, poderia dar. Nessa cena de crime que entra Chloe Decker(Lauren German), detetive encarregada de resolver esse assassinato e companheira de serie de Lúcifer. Por motivos pessoais Lúcifer se junta a Chloe para resolver todos os detalhes desse crime, onde fazem quase um dupla de tiras, onde alternam o papel de tira bom e tira mau, onde ironicamente o Lúcifer é o bom na maioria das vezes.

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O personagem de Tom Ellis, está se desenvolvendo aos poucos, vemos um Lúcifer cada vez mais imerso nos mundos dos humanos, criando até uma certa empatia para com os seus problemas. Coisa essa que faz com que ele acabe por ter uma especie de “crise existencial”, por não entender bem essas mudanças que estão acontecendo ele procura ajuda especializada, em troca de prazeres sexuais. Essas mudanças de característica incomodam muito Mazikeen, que é bartender na Lux, e que aos poucos, vê Lúcifer cedendo aos caprichos humanos. Mas ainda podemos ver uns conflitos de personalidade de Lúcifer, que alterna entre personalidade de gente boa e de egocêntrico, interesseiro e maú caráter.

Apesar de estar tomando um rumo de série investigativa, com todos seus clichês possíveis, esses três primeiros episódios conseguem chamar a atenção, pelo roteiro bem escrito de Kapinos e pela excelente atuação de Ellis.

A série desde a sua concepção, foi motivo de criticas pela One Million Moms, que fizeram um petição na internet pedindo o cancelamento da série, já que iria caracterizar um diabo “bonzinho”. Neil Gaiman logo se apressou em dizer o que ele achava de tudo isso, pois aconteceu quase a mesma coisa na época de lançamento de Sandman por conter personagens dos mais variados gêneros, segue a resposta de Gaiman:
“Ah, parece que foi ontem (mas foi em 1991) que o grupo Mães Preocupadas da América anunciou que iria boicotar Sandman porque continha personagens lésbicas, gays, bis e trans. Foi Wanda que mais os aborreceu: a ideia de uma mulher trans numa história em quadrinhos… Eles nos disseram que estavam organizando um boicote a Sandman que só seria interrompido se nós escrevêssemos para a American Family Association com a promessa de reformar a HQ”.

Visualizacões:   47   Comentários:   1   Curtidas: 0

1 Comentário

Dick Rocha
16 de fevereiro de 2016
Isso parece mesmo interessante. Acompanho muito pouco das coisas da DC e honestamente só tinha ouvido falar de Lúcifer em um post que listava 10 personagens de histórias em quadrinhos que poderiam derrotar Goku! Boa publicação!
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